jeudi 20 janvier 2011

A CAPITULAÇÃO PERANTE O CAPITALISMO

Deutsche VersionVersión española


O marxismo tradicional evita como nenhum outro assunto a reflexão acerca dos limites históricos do sistema produtor de mercadorias da modernidade. É como se refletisse a sua própria derrota na convicção de que o capitalismo desfrute de uma “vida eterna”, de que é infinitamente flexível e, por isso, fundamentalmente em condições de superar toda crise e de tornar não daninha toda oposição, mediante sua integração. É digno de nota que essa convicção unifica as posições mais conflitantes no interior de todo o espectro do marxismo tradicional, e, por isso, a resistência ao diagnóstico do colapso do sistema forma também um denominador comum da crítica às publicações do Grupo Krisis. Num acordo inusitado, recusam as teses da Krisis – que com suas análises expõe a fauna mais anacrônica do que restou do antigo marxismo1.
Pode soar como algo surpreendente, mas na teoria do movimento operário, o diagnóstico de Marx sobre os limites absolutos do capital não desempenham praticamente nenhum papel relevante. Os únicos intentos sérios de abordagem do tema, a saber, os de Rosa Luxemburg e Henryk Grossmann, permaneceram teoricamente isolados e sem qualquer relação com orientações práticas; também não se trata de uma mera coincidência, já que simplesmente tal reflexão não era compatível com o teor iluminista do marxismo, com seu inabalável otimismo no progresso. Se a história é compreendida como uma sucessão de etapas ascendentes da evolução humana, desde a sociedade primitiva até o reino comunista da felicidade terrestre, então simplesmente não se pode pensar em algo como um limite desastroso da forma de produção capitalista. Portanto, o socialismo e o comunismo devem aceitar a herança positiva da sociedade burguesa e continuar sua “missão civilizatória”, levando adiante o “curso da história”.
Do ponto de vista da burguesia do final do século XIX, essa esperança religiosa parecia soar como um “prognóstico de colapso”, porque colocava em dúvida, ao menos ideologicamente, a estrutura do poder dominante. Essa forma de ver as coisas – típica do movimento operário – acentuou-se ainda mais através de um vocabulário escatológico, que expressava somente a fé quase religiosa na inevitável vitória final do proletariado, supostamente respaldada nas “leis objetivas da história” (Lenin, por exemplo). Mesmo que, na referida perspectiva, se dissesse que o modo de produção capitalista estava chegando aos seus limites, com isso se queria dizer unicamente que ele estava tornando-se “infiel a sua vocação histórica”. Tal “vocação”, que consiste supostamente no “desenvolvimento desmedido da produtividade do trabalho humano”, demonstraria “que o capitalismo está se tornando caduco e cada vez mais inútil”, como escreveu o velho Engels em uma nota ao terceiro volume de O Capital (MEW 25, p. 272 e ss.). Aqui, claramente não se está prognosticando um fim catastrófico, mas uma ideologia legitimatória de como uma revolução proletária só poderia ocorrer no momento em que o modo de produção capitalista estivesse “objetivamente maduro”. É surpreendente que o movimento operário, ainda em formação, se acomodasse à herança do Iluminismo e se apropriasse avidamente dessa visão de mundo já banalizada, desenvolvendo-a em seu interesse próprio.
Não tardou para que as análises econômicas do marxismo desempenhassem funções que eram, em primeiro lugar, de mera legitimação. Se tivessem justificado as aspirações operárias de uma conquista rápida do poder, então teriam que explicar o porquê de não ter ocorrido nenhuma “revolução mundial”. A chave para esse problema é a teoria do imperialismo elaborada por Lenin. Com ela, colocou-se para fora do jogo o mecanismo da concorrência, graças ao suposto domínio do monopólio e do capital financeiro e, dessa forma, a dinâmica histórica da sociedade capitalista foi bloqueada. O capitalismo “apodrecia”, não obstante a permanência da “dominação de classe” política e militar (assim como o suborno da “aristocracia operária” e outros mecanismos). Assim, impôs-se teoricamente o “primado da política”, e a interpretação de mundo baseada no sociologismo de classe do marxismo tradicional pôde se reavivar. “Objetivamente”, o mundo estava, num certo sentido, “maduro” para a “revolução mundial, e sua vitória só dependia das relações políticas e sociais, da vontade e da força” (as quais, por desgraça, eram sempre desfavoráveis).
A “esquerda ocidental”, com maior profundidade teórica, se distanciou ao menos parcialmente da ideologia de legitimação, mas, no entanto, não conseguiu superá-la realmente. Também, a Teoria Crítica de Adorno e Horkheimer se move de forma excessivamente negativa quando pressupõe a todo instante e de forma pessimista a suspensão da concorrência e o “Estado total” ou (depois de 1945) o “mundo administrado”, lamentando a decadência do sujeito burguês da circulação.
Nas atuais reações defensivas às nossas análises a respeito da crise fica claro que a relação entre “colapso” e “revolução” é novamente produzida, mais ou menos conscientemente, assim como a filosofia iluminista da história que lhe é correspondente, mesmo que na maioria das vezes com um giro negativo: com o fim das esperanças de um levante revolucionário, se enterra também a idéia de que o capitalismo pode ter um fim.
Tais reações revelam mais sobre a perspectiva dos críticos do que sobre o objeto da crítica. A tese de que o modo de produção capitalista alcançou seus limites não resulta de certos constructos a propósito da filosofia da história, adaptados a uma teoria externa da crise, mas a partir da análise da contradição interna fundamental do capital, ou seja, de um momento histórico específico. Nesse sentido, temos que compreender o que Marx queria dizer com: “A verdadeira barreira da produção capitalista é o próprio capital, isto é: que o capital e sua autovalorização apareçam como ponto de partida e ponto de chegada, como motivo e finalidade da produção; que a produção seja apenas produção para o capital e não inversamente, que os meios de produção sejam meros meios para uma estruturação cada vez mais ampla do processo vital para a sociedade dos produtores. (…) O meio – desenvolvimento incondicional das forças produtivas sociais de trabalho – entra em contínuo conflito com o objetivo limitado, a valorização da capital existente”. (MEW 25, p. 260). Trata-se de uma contradição imanente insolúvel, já que o aumento da produtividade empresarial supõe efetivamente a eliminação do trabalho vivo do processo de valorização, ao mesmo tempo em que a valorização do capital não é outra coisa senão a utilização da mão-de-obra. Em si mesmo, o processo não resulta de maneira alguma na dissolução imediata das relações capitalistas. Pelo contrário: a produção de mercadorias estava ainda relativamente pouco desenvolvida, quer dizer, só havia influído superficialmente na sociedade e estava limitada essencialmente a poucos países e regiões do mundo. A partir desse reduzido desenvolvimento, desencadeia-se, então, uma monstruosa dinâmica de expansão. A diminuição permanente de massa de valor em âmbitos capitalistas limitados, mediante a diminuição de mão-de-obra, foi compensada provisoriamente na totalidade capitalista pela expansão contínua dos processos de valorização em novos ramos de atividades da produção e através da adição de regiões do mundo ao domínio capitalista. É claro que esse processo de transformação não pode funcionar indefinidamente, pois, na medida em que as contradições internas do capitalismo desenvolvem-se na história, elas, por sua vez, se intensificam. A “produção capitalista procura constantemente superar essas barreiras que lhe são imanentes, mas só as supera por meios que lhe antepõem novamente essas barreiras e em escala mais poderosa” (Marx, íbid.). Pertence à lógica do capital que mais cedo ou mais tarde se reduza em larga escala a quantidade absoluta de mão-de-obra despendida na totalidade da produção social e, dessa maneira, diminua a massa de valor produzida na totalidade do capitalismo. O capitalismo segue minando seus próprios fundamentos.
O marxismo não só confundiu o diagnóstico da crise formulado apenas abstratamente por Marx no sentido da “tese da decomposição”, mas, a partir daí, tem interpretado a “contradição entre as forças produtivas e as relações sociais de produção” não como algo especificamente capitalista, mas como uma contradição trans-histórica válida para todas as sociedades anteriores. De acordo com o “materialismo histórico”, o desenvolvimento das forças produtivas é interpretado como motor de toda história humana: se cada “fase do desenvolvimento” corresponde sempre a uma determinada forma de “dominação de classe”, assim como as relações de produção e exploração, o progresso das forças produtivas teria que entrar cedo ou tarde no conflito contra a ordem social e produzir uma mudança revolucionária. Aqui, estamos diante de uma evidente “retroprojeção” das relações burguesas no passado, um procedimento típico do pensamento iluminista (aqui, unicamente em sentido materialista). Nenhuma sociedade à exceção do capitalismo esteve organizada em torno da produção; só por essa razão, não podia existir em tais sociedades algo como a “contradição entre as forças produtivas e as relações de produção”.
Marx não foi, de maneira alguma, estranho a essa interpretação da história, já que mesmo ele colocou ao menos um pé no otimismo do progresso. Não obstante, a lógica de sua teoria da crise não é de maneira alguma compatível com essa maneira de enxergar a filosofia da história. No essencial, trata-se de levar conseqüentemente até o final a crítica do fetichismo da mercadoria contida no primeiro capítulo d’O Capital. A contradição da lógica interna do capital está dada na forma nuclear da produção capitalista, enquanto a mercadoria e o movimento tautológico do “sujeito automático” (o valor) não é nada além da expansão dessa contradição elementar. Que as relações sociais se realizem como relações entre coisas (mais precisamente, entre mercadorias) e se oponham como tais às pessoas na condição de um poder estranho, não só significa que seu próprio contexto social lhes arroga leis irracionais, como se fossem fatos naturais, mas comporta igualmente sua caducidade histórica, independente de toda vontade subjetiva. Isso não tem nada em comum com algum tipo de “filosofia da história instauradora de sentido”, pois, além da lógica (em sentido histórico completamente específica) da sociedade da mercadoria, cessa toda determinação. A única garantia é que a sociedade capitalista tem que se consumir violentamente em função de suas contradições internas, mas não possuímos, de maneira alguma, a garantia de como vai ocorrer o processo de esgotamento. Tampouco, sabemos o que vai substituí-la. A superação da socialização sob a forma mercadoria só se pode pôr em marcha mediante um ato coletivo e consciente, já que a lógica fetichista da mercadoria não é outra coisa senão a falta de consciência social. Se o processo de superação será bem sucedido depende única e exclusivamente das pessoas conseguirem se emancipar ou não das formas de relação e intercâmbio constituídas de maneira capitalista. Todo otimismo exagerado em relação a isso seria um erro absoluto. Não é improvável que o processo de crise ponha em funcionamento uma dinâmica incontrolável, catastrófica, em cujo transcurso se destrua todo contexto civilizatório e até, quem sabe, os fundamentos da vida humana. Nas regiões de crise do mundo atual já se encontra clara e aterradoramente delineada essa possibilidade. De qualquer maneira, ainda permanece a opção emancipatória. Todavia, tal oposição crítica da sociedade atual está na defensiva em todo mundo. A história está aberta para que se supere a desrazão da cantilena vazia do marxismo tradicional, que em geral só dificulta a análise conseqüente do processo objetivado.
É natural que se discuta sobre se o capitalismo realmente alcançou hoje os seus limites históricos: se com o final do fordismo e o advento da terceira revolução industrial micro-eletrônica foi posta em marcha uma derrocada irreversível e se realmente não há mais um terreno para a acumulação. Além do mais, não é exatamente o caso de um “colapso” repentino, como supõem erroneamente muitos críticos (que, aliás, utilizam essa palavra muito mais do que nós), mas de um longo processo de decadência que provavelmente vai se expandir por várias décadas e cujo transcurso dificilmente se poderia antecipar. O Grupo Krisis tem esboçado nos últimos anos toda uma gama de argumentos teóricos e provas empíricas a favor do diagnóstico de crise. Robert Kurz desenvolveu detalhadamente esse contexto em O Livro Negro do Capitalismo. Evidentemente, não acreditamos ter resolvido todos os problemas. Por outro lado, a grande maioria das críticas até agora não teve muito sucesso em prolongar a discussão, dando a impressão de preferirem desarmar um ponto de vista teórico incômodo à trama conceitual do pensamento atual. Só assim é que se pode explicar porque autores como Freerk Huisken e Michael Heinrich, aos quais poderia se supor um conhecimento seguro da teoria da crise e da acumulação, em Konkret 3/2000 se equivocam (ou ignoram) sistematicamente e de maneira surpreendente em relação ao núcleo teórico do diagnóstico da crise. Sobretudo, não mostram nenhum vestígio de um conhecimento do problema da contradição lógica interna do capital entre o desenvolvimento das forças produtivas e o imperativo da valorização; pelo contrário, ocultam-no de maneira sistemática, observando a dimensão particular, empresarial e identificando-a repentinamente com a totalidade do processo capitalista. Huisken equivoca-se com inaptidão típica do marxismo do movimento operário: ingenuamente, coloca em jogo o interesse de valorização do capital particular e, ao que parece, vê nesse interesse a garantia de que a acumulação, em princípio, pode continuar ad infinitum. Heinrich, pelo menos, argumenta em tom diverso: remete-se ao aumento da cota de mais-valia que leva consigo ao desenvolvimento das forças de produção (Marx denominou tal processo de “produção de mais-valia relativa”), e dessa maneira pretende com toda seriedade demonstrar que “a massa de mais-valia contida na totalidade da produção” aumenta justamente “por causa do aumento da produtividade”.
Disparatadamente, a busca do interesse privado no processo de valorização e o aumento da mais-valia relativa são apenas um dos lados da contradição interna do capital; e justamente o que, em última análise, mina o fundamento da valorização, a saber, a redução absoluta da massa de valor na totalidade do sistema. Não se trata meramente da expressão do valor de cada mercadoria particular ou da parte relativa da mais-valia ou, ainda, do retorno por capital investido. Na concorrência, são premiados justamente os capitais que racionalizam de forma mais conseqüente e, portanto, que tornam descartável a maior quantidade de trabalho vivo; são os que recebem a maior parte da massa de mais-valia, ainda que sejam eles mesmos os que mais contribuem para que ela se torne cada vez menor. Que uma tal contradição só seja aplacada historicamente mediante abertura de novos ramos de trabalho intensivo na produção (mesmo com choques violentos) parece, a Huisken e Heinrich, razão suficiente para eliminá-la completamente. Assim sendo, eleva-se de maneira positiva uma misteriosa evidência empírica aparente à condição de evidência teórica. Quanto à referência aos limites absolutos da dinâmica de valorização (a agudização da contradição por eles ignorada), esta se manifesta em seguida como uma propensão puramente moral imputada ao modo de produção capitalista. Quando Heinrich e Huisken crêem ter ensinado nos mesmos termos aos autores do Manifesto contra o Trabalho e do Livro Negro que o “o fim imanente da produção capitalista não é a eliminação do desemprego e da miséria, mas a valorização do valor” (Heinrich, p. 40; Huisken analogamente, p. 34), então isso acaba tendo um efeito em certo sentido vergonhoso, porque são obrigados a negar ou esquecer o que eles mesmos sempre acentuam, ou seja, que o capital só pode se valorizar fazendo uso de mão-de-obra em escala crescente. Que tal mecanismo possa deixar de funcionar está tão fora da compreensão de ambos os críticos que nem sequer toleram a pergunta. Pelo visto, ainda menos compreensível lhes parece a relação entre o processo de crise no âmbito da acumulação real e a superestrutura financeira inchada pelo crédito e pela especulação.
Também aqui se levanta a suspeita de que se trata menos da complexidade da matéria do que da postura defensiva interiorizada. Ainda que os movimentos na superfície dos mercados financeiros transnacionais sejam tão confusos, o mecanismo básico do capital fictício, como Marx o descreveu no essencial, não são nem um pouco difíceis de compreender. Estamos diante de um movimento duplo: todo o crédito e a especulação estão a serviço do processo de retardamento da crise, porque conseguem possibilidades de inversão fictícia (não respaldadas na economia real) para o capital superacumulado e, do mesmo modo, ampliam a capacidade de compra; em última análise, isto só pode conduzir a uma agudização da crise, porque quando a bolha financeira explodir, a totalidade do potencial de desvalorização retardado pelo crédito e pela especulação vai retornar em um só golpe. Este mecanismo provoca ainda a aparência de que a especulação é a causa da crise e não apenas um de seus elementos. Por esse motivo, ela contribui para pôr em marcha as conhecidas projeções anti-semitas, um mecanismo que se torna eficiente em todo processo de crise, incluindo a atual.
O que é novo historicamente é que o total desacoplamento do dinheiro em relação à sua base no “padrão ouro” e a desregulamentação dos mercados financeiros têm conseguido um campo de ação espantosamente amplo para a crescente independência relativa do capital fictício diante da acumulação real. Assim, explica-se o retardamento da crise que já se prolonga há mais de vinte anos e a quantidade exorbitante de “massa de valor” fictícia “acumulada”. Reconheço que não temos apreciado de maneira adequada o horizonte temporal desse processo. De um ponto de vista estrutural, aproximadamente desde o princípio dos anos noventa, parecia praticamente inacreditável que o sistema de bola de neve pudesse se manter por outros dez anos, ou alguns anos mais. É verdade que os desenvolvimentos que tiveram lugar desde então não contradizem de nenhuma maneira o diagnóstico estrutural, ao contrário, o têm confirmado. A antecipação fictícia da criação futura de valor não tem respaldo na economia real, já que os processos de racionalização têm se acelerado e a superestrutura financeira separou-se da acumulação em um movimento exponencial. Como a valorização não pode se emancipar da utilização de trabalho vivo, a relação entre ambas esferas deve ser restabelecida – e isto, violentamente, como um estouro.
É bastante divertido quando um Heinrich não quer ver mais do que uma função normal da natureza do crédito, “acumular capital líquido improdutivo” para lançá-lo de volta na esfera da acumulação real. É a partir dessa aparência, absolutamente insustentável tanto teórica quanto empiricamente, que tentam criticar Robert Kurz por separar as “partes que pertencem à valorização real e as que pertencem ao setor financeiro”, a fim de preparar o terreno, dessa maneira, para projeções anti-semitas (p. 41). Se essa não é uma difamação consciente, então é digno de atenção como o “interesse brutal na matéria” (Marx) impede o autor da crítica de compreender minimamente as explicações detalhadas e respaldadas histórico-empiricamente sobre a relação interna entre o capital fictício e a acumulação real no Livro Negro (e não apenas nele).
Também é uma postura bastante ingênua a que identifica o prognóstico do desmoronamento irremediável do mercado financeiro (ainda que não se possa prever com exatidão o momento) com o “diagnóstico do colapso”, e depois sair alardeando que os “profetas da crise” supostamente aguardam o tão esperado “apocalipse”. Não se pode evitar a impressão de que se está tentando, pelo contrário, fazer sumir da vista o fato de que a crise está em plena marcha desde algumas décadas, de que grande parte do mundo foi declarada inútil para a valorização do valor que se desacoplou negativamente (com as conseqüências mais brutais para as pessoas que ali vivem) e que, mesmo nas metrópoles, uma parte cada vez maior da população é afetada pelo processo de desvalorização. Um desmoronamento aceleraria esse processo com um impulso violento, mas, certamente, não seria o colapso, e sim um momento do processo de decadência, que, como já foi dito, pode se estender por muitas décadas e é de se supor que vá encontrar intervalos mais aterradores, se não se constituir um movimento social-emancipatório que se atreva a levar a cabo a ruptura decisiva com a sociedade produtora de mercadorias. Talvez as previsões pouco otimistas não contribuam para fazer da idéia do esgotamento irreversível da lógica de valorização um tabu, sobretudo nos países que ainda aparecem como ganhadores no mercado mundial. Pelo visto, alimenta-se a crença de que o capitalismo dá um giro, após o fordismo, no sentido da “normalidade” que, entretanto, se enuncia de maneira abertamente ahistórica. Por isso, ela é eternamente prorrogável, algo como uma “aparência de segurança” enganosa, porque permite seguir no campo, já desarmando, do sistema de coordenadas marxista.
Partindo desse sistema de coordenadas, pode parecer que a crítica do capitalismo é justificada apenas por causa de sua crise ou que ela despreza a importância dos estágios de desenvolvimento que ocorreram no passado. Os que vêem “com toda a autoridade” tal coisa no Manifesto e no Livro Negro, serão obrigados a aceitar que a situação do “funcionamento normal” da economia será novamente deslegitimada, quando as atrocidades da lógica capitalista retornarem novamente no processo de crise. Devia ser banal o fato de que toda tentativa de superar a sociedade da mercadoria só possa partir da posição histórica dada em cada caso, e que não deve ser parte das tarefas de uma crítica radical da sociedade definir esse ponto de partida. Essa discussão não pode ser limitada por tabus.

Deutsche VersionVersión española

1 Podemos tomar como exemplo o redator acadêmico de PROKLA, Michael Heinrich, Freerk Huisken da Gegenstandpunkt (ambos em Konkret, 3/2000) e o autor de Bahamas Martin Janz (Jungle World, 8-3-2000).

Ubu et l'Anti-Terrorisme

Devant la 10e chambre : L'intérêt du procès réside surtout dans la façon dont l'antiterrorisme a été impliqué dans cette affaire totalement  dérisoire. L'incendie fût tellement mineur que les propriétaires du véhicule n'ont pas porté plainte : « Seule un peu de suie a été constatée », explique le procureur, précisant que les dégâts ont été évités grâce à la rapidité d'intervention de la police. 

Maître B. n'en mène pas large devant la 10e chambre correctionnelle de Paris ce mardi. Cette fois-ci, l'avocate pénaliste n'est pas au tribunal pour plaider. Avec son ami Kevin, ils sont accusés d'avoir essayé d'incendier une voiture devant l'ancien commissariat de quartier de la rue Pradier (Paris, XIXe arrondissement). « Une tentative de dégradation à l'aide de substances explosives », précise le procureur lors de l'audience, réclamant une condamnation de six mois de prison avec sursis. L'avocate et son ami sont finalement condamnés à cinq mois avec sursis. Une décision qui met fin à deux ans de procédure dirigée par la section antiterroriste de la brigade criminelle.

« Nous avons eu l'idée stupide de mettre le feu au véhicule » Le 13 janvier 2009, l'avocate est interpellée rue Pradier avec un ami, alors que celui-ci essaye d'allumer un feu sous la roue d'une voiture, à l'aide de simples bouts de papiers. L'enquête est immédiatement confiée à la section antiterroriste. Direction le 36, quai des Orfèvres. Bien qu'avocate de profession, la jeune femme semble perdre tous ses moyens au cours de l'audience. Elle se contredit plusieurs fois. Peine à s'exprimer clairement, tandis que les magistrats l'assaillent de questions. La confusion qui s'installe ne peut laisser de doute aux juges quant à sa culpabilité.  « Nous avions bu, et en passant devant le commissariat pour rentrer chez nous, nous avons eu l'idée stupide de mettre le feu au véhicule », avait-elle déclaré à la police lors de ses premiers interrogatoires. Des aveux sur lesquels elle revient devant les magistrats. « Il faut comprendre le contexte. J'étais en fin de garde à vue. Cela faisait deux jours. On me considérait comme une terroriste », se justifie-t-elle. Lors de ses aveux, elle pensait « que l'affaire allait être classée et que le PV allait disparaître ». Ses explications laissent les juges perplexes. « Qu'est-ce que c'est que ces PV qui disparaissent ? » lui rétorque le président. « Je ne comprends pas ce que vous expliquez au tribunal », insiste-t-il, lui rappelant les connaissances qu'elle est censée posséder en matière pénale. « Ou alors vous faites une allergie à l'antiterrorisme ? » ironise-t-il.

« Seule un peu de suie a été constatée », explique le procureur, précisant que les dégâts ont été évités grâce à la rapidité d'intervention de la police. Le contexte est en effet étroitement lié à l'angoisse politique et policière autour de l'affaire de Tarnac. Les faits ont lieu peu de temps après, le 13 janvier 2009. Les deux amis ont alors le tort d'être militants, proches des libertaires. Et d'avoir notamment manifesté en soutien aux inculpés de Tarnac.   La police ne tarde pas à qualifier les deux jeunes gens comme « gravitant dans la mouvance d'ultragauche ». La machine s'emballe. Le Figaro sous-titre : « Une avocate et son ami seraient soupçonnés d'être en lien avec l'ultragauche. » Les auditions ont alors lieu dans le cadre d'une enquête de flagrant délit pour « dégradation par incendie en relation avec une entreprise terroriste et association de malfaiteurs en vue de préparer des actes de terrorisme ». Finalement jugés devant un tribunal de droit commun, le procès reste marqué par leur engagement politique. Le magistrat souligne les vingt scellés saisis lors de la perquisition du domicile de l'avocate : « Mémoire de DEA sur l'antiterrorisme, affiches liées aux manifestations en Grèce, coupures de presse sur l'affaire Coupat, des feux d'artifice et des pétards. » « Ce n'est pas illégal », réplique-t-elle. 

 

mercredi 19 janvier 2011

LA «GUERILLA JARDINIÈRE»:

 UNE LUTTE ET UNE PRATIQUE CONCRÈTE !
A l'initiative de divers projets de potagers, collectifs militants et lieux autogérés, une initiative a été lancée pour des journées coordonnées de guérilla jardinière à travers les villes et espaces péri-urbains. Il s'agit de se balader en «repiquant» des légumes et en semant des graines sur tous les «p'tits bouts de vert» qui jalonnent la ville : plates-bandes délaissées, terrains en friche, jardins publics et autres bouts de bitume à ébrécher...
La mise en place de ces multiples petits potagers sauvages est une manière de résister à l'empire des biotechnologies :
— La guérilla jardinière et les potagers urbains permettent de sortir du rôle de simples consommateurs-trices, d'échanger des savoir-faire, de découvrir le plaisir de faire «pousser» et de produire des légumes gratuitement.
— Les semences plantées seront de préférence non-brevetées et non-hybrides. Leur échange et leur prolifération permettra ainsi de sauvegarder des espèces illégales aux yeux de l'industrie (vous pouvez refaire chaque année des graines en laissant certaines des plantes «monter en graine»).
— Ces pratiques sont aussi un acte de solidarité avec tous-tes les paysan-nes en lutte, une façon de les sortir de leur isolement en montrant que d'autres se préoccupent de ces problèmes et de recréer des liens urbain-es/ruraux-ales.
— À l'heure où le moratoire européen sur les OGM risque d'être levé et les cultures transgéniques se démultiplier, la guérilla jardinière est une action complémentaire de toutes sortes d'initiatives de sabotages sur les laboratoires et champs d'OGM.
— La «guérilla jardinière», outre un travail de sensibilisation, devrait viser à inscrire des occupations de terrains dans la durée. Il est possible de s'entendre avec des gens du quartier pour occuper un petit bout de friche et en faire un potager plus permanent près de chez vous (des potagers collectifs squattés se multiplient actuellement autour de divers collectifs ou lieux de vie autogérés). Il existe aussi bien sur encore quelque potagers associatifs et jardins ouvriers en milieu urbain, louables pour une bouchée de pain.
— C'est enfin une excellente façon de se réapproprier un espace urbain réservé à la vente, à l'exploitation salariée et à la circulation automobile ; un espace dont la concentration et l'organisation sociale sont des facteurs majeurs de dépendance. Pour s'autonomiser vis à vis du capitalisme, transformons et réapproprions nous la ville, produisons nous même, dés-urbanisons !
Ces expériences d'agriculture urbaine peuvent paraître anecdotiques quant à l'enjeu de nourrir une population entière. Il est en effet nécessaire d'envisager une révolution des espaces urbains, ruraux et de nos modes de vie.  Cependant de petites parcelles, pots, toits ou terrains abandonnés et bien exploités peuvent d'ores et déjà apporter, outre un peu de nourriture, des contacts et savoirs-faire.
Un grand nombre de plantes nécessitent peu de travail pour pousser et se reproduire : épinards sauvages, menthe, topinambours, mâche, courges, choux et bien d'autres...
Vous pouvez y amener quelques sacs de compost, faire de temps à autre un petit tour à vélo de vos endroits préférés, où les placer au fil de vos parcours quotidiens pour en prendre soin.
Ouvrez l'œil, des tas de compost vont s'élever et des légumes pousser dans les rues. Ils n'attendent que d'être entretenus, de se reproduire librement ou d'être ramassés !
Pour entrer en contact avec un potager collectif ou squatté près de chez vous, pour nous tenir au courant d'initiatives de guérilla jardinière ou envoyer des compte-rendus de vos actions, écrivez à semetazone@riseup.net
LA BETTERAVE ROUGE ET LE RADIS NOIR VAINCRONT LE CAPITAL !
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12 IDÉES POUR ORGANISER
UNE ACTION COLLECTIVE DE GUÉRILLA JARDINIÈRE

PAR CHEZ VOUS...

Voici une petite fiche pratique réalisée à partir de quelques expériences de guerilla jardinière de l'an dernier. Il ne s'agit pas d'un modèle à suivre mais de quelques conseils sur une certaine manière d'envisager la guérilla jardinière (à travers des manifest-actions publiques). Il y en a bien d'autres.


(1)

Choisir une période propice de l'année, de mars à juin suivant les régions pour bon nombre de légumes. 

(2)

Se renseigner sur les coins en friche du quartier. Aller voir à la communauté urbaine, au cadastre, à la mairie, enquêter auprès du voisinage... pour savoir à qui ils appartiennent, si il y a des projets en cours.  


(3)

Faire un repérage des coins jardinables, et des coins a priori non jardinables mais transformables par la verdure. Prévoir un parcours avec des arrêts réguliers et éventuellement, en fin, un espace où rester un peu plus longtemps, pique-niquer et dans lequel pourrait éventuellement se mettre en place un projet suivi.

(4)

Vous pouvez privilégier les espaces, bouts de parcs un peu cachés, mal entretenus, friche de quartiers ou parcs de banlieue, où vos légumes auront plus de chances de persister et grandir. Les plantations dans les plates bandes aseptisées et millimétrées du centre ville seront moins durables mais plus visibles. Pensez aussi aux interstices dans le béton, aux petits recoins, aux pavés manquants, aux endroits incongrus (une crête verte de blé sur une cabine téléphonique ou une statue, une plante totalement envahissante dans une brèche...), bref, transformez la ville ! Attention, les trottoirs en pavé ou en sable sont généralement passés au désherbant chaque année.


(5)

Vous pouvez repiquer des plants et des graines. Les graines c'est plus discret, les plants c'est plus visible et joli. Pour les plants, il faut y songer entre un et deux mois à l'avance si vous voulez qu'ils soient prêts et repiquables. Des tables de plants, c'est faciles à faire chez soi en grande quantité, en plein air, sous bâche transparente, sous vitre ou en intérieur, dans des bacs en polystyrène, petits pots...  

(6)

Pour obtenir des semences ou des plants, vous pouvez demander à des maraîchers bios du coin, ils ont souvent des plants en trop ou des semences qu'ils ne peuvent plus réutiliser dans un cadre commercial et qu'ils seront éventuellement ravis de donner pour un projet militant et pour aider des gens à se mettre au potager. C'est aussi possible de produire des semences soi même, d'en prendre à des personnes qui jardinent (car la pratique de faire ses propres graines est loin d'avoir disparu), de contacter des associations comme kokopelli qui distribuent et entretiennent des semences non-industrielles de toutes sortes et proposent un guide d'entretien et de reproduction des semences. 


(7)

Prévoir beaucoup d'eau (bidons de récup nettoyés, arrosoirs, pour pouvoir arroser abondamment après semis ou repiquage) et repérer d'éventuelles fontaines et points d'eau sur le parcours... surtout si cela se déroule en mai/juin. Prévoir un éventuel réarrosage le lendemain. Emmener aussi des sacs de terre, compost, fumier pour en rajouter dans les endroits pauvres ou presque dépourvus de terre ou totalement dépourvus de terre mais biens quand même.


(8)

Contacter les personnes et assos du quartier à l'avance, dans les hall d'immeuble, les boîtes aux lettres... C'est le genre d'initiatives que beaucoup trouvent plaisantes et un type de manifestation dans laquelle tout le monde peut faire de l'action directe et transformer l'espace sans prendre trop de risques.


(9)

Amener avec vous et demander par tract aux manifestant-e-s d'amener des brouettes et caddies pour transporter les plants, des cuillères et autres petits outils pour les repiquer.

(10)

Prévoir éventuellement des petits panneaux à mettre à coté des plants pour y indiquer le nom des variétés repiquées et les visibiliser dans les jours suivants. Par le passé, à coté du nom des plants nous avions collé une photocopie avec le texte ci-joint  


«Je suis une semence sauvage»

Contre les biotechnologies et les géants de l'alimentation capitaliste, les mini-potagers urbains, sauvages ou non, permettent de sortir du rôle de simple consommateurs-trices, d'échanger des savoirs-faire et de retrouver petit à petit des possibilités d'autonomie alimentaire. C'est un acte de solidarité avec les paysan-ne-s en lutte et une façon de faire proliférer des plantes jugées comme illégales par l'industrie. Sème ta zone et fais pousser !
Vous pouvez en demander une version mise en page à semetazone@riseup.net
  


(11)

Si la guérilla jardinière peut aboutir à une discussion sur «que faire ensemble après ?», c'est encore mieux...

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Pour plus d'infos sur le potager, comment démarrer, faire pousser ses légumes et autre... :
— Le Guide l'Agriculture biologique est un bouquin facile et pratique. Il y en a bien d'autres.
— Sur les semences : Association Kokopelli, 131 impasse des palmiers, 30 100 Alès. 

QUE SE CACHE T-IL DERRIÈRE NOTRE ASSIETTE ?

Avertissement ! Ce qui suit n'est qu'une courte perspective critique face à l'industrie agro-alimentaire. Chaque argument mériterait d'être détaillé longuement pour ne pas être assimilé à de la simple propagande. De nombreux ouvrages politiques, scientifiques et historiques le font très bien. Vous trouverez en note un certain nombre de références où trouver plus d'informations.
La production alimentaire capitaliste implique entre autre un usage massif de pétrole, de pesticides et d'emballages plastiques, le transport des aliments sur des milliers de kilomètres, la réduction de la biodiversité, la destruction des sols et des cours d'eau, la mise en esclavage de millions de sans-papier-e-s et pauvres en Europe et dans le monde.
Accepter le contrôle des ressources alimentaires par quelques grands groupes industriels est un suicide social, écologique et sanitaire à court terme.
Les millions qu'ils dépensent en propagande pour laver le cerveau des consommateurs-trices (ils se sont encore récemment auto-proclamés «industriels de la protection des plantes») ne nous feront pas oublier que les Dupont, Syngenta, Monsanto, Novartis, Bayer et autre Dole sont en fait parmi les plus grands criminels et pollueurs de la planète, détenant industrie pharmaceutique, production de semences, de produits chimiques, d'armements...
Hors des pays «riches» le développement de l'agriculture industrielle et productiviste ruine les modes d'agricultures vivrières et fait disparaître les paysan-nes (la moitié de la population mondiale ne vit pas dans les villes), les exilant par millions vers les bidonvilles, où ils/elles ne peuvent plus subvenir à leurs besoins.
La minorité qui conserve une exploitation agricole devient totalement dépendante de la machinerie et de la chimie des grands groupes et de leurs volontés. Ils produisent en masse des plantes destinées à l'exportation et à la grande distribution, abusant souvent de sans-terres pour les basses tâches. L'extension du mode de production industriel dans les pays du sud est ainsi responsable d'exodes et famines massives. Il détruit les communautés et les pratiques sociales qui échappent encore aux logiques de compétition et de profit. Dans les pays riches les quelques agriculteurs-euses qui subsistent et concentrent les terres deviennent de simples agents techniques sous contrôle.
L'industrie biotechnologique parfait ce système totalitaire en produisant des semences stériles et des OGM qui vont se croiser avec les autres espèces et rendre toute autre forme d'agriculture inenvisageable. Et ce alors qu'il est aujourd'hui totalement impossible d'en calculer les dangers ou de stopper après coup la pollution génétique.
Les brevets sur le vivant vont permettre en parallèle aux firmes transnationales de disposer de droits exclusifs sur les plantes, animaux et gènes. A l'heure actuelle, les paysan-nes ne peuvent déjà plus utiliser une partie de leur propre récolte comme semence: ils/elles doivent racheter chaque année à des industriels des graines hybrides, conçues pour ne plus produire de semences valables. (ce qui entraîne aussi la disparition de multiples variétés et une impossibilité de s'autonomiser vis à vis de grands groupes).
Les mythes scientistes du «progrès» et du «développement» visent à empêcher tout raisonnement lucide sur les dangers et l'irréversibilité des biotechnologies et de la production agricole industrielle...
Quant aux consommateurs-trices des villes ou des campagnes, nous vivons le plus souvent coupé-es de tout rapport concret à la production de notre alimentation et sommes à la merci de ces logiques... 
SÈME TA ZONE ! AVRIL-MAI 2004 

DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!

 Einige vorläufige Bemerkungen zu den Papieren von J. Ulrich, C-P. Ortlieb und Blaha/Wallner.

1. Comte ist m.E. die Konsequenz aus Kant: Er denkt ihn zuende, indem er das "Ding an sich", bei Kant noch unabdingbar, endgültig suspendiert. Dabei hatte auch Kant selbst gegenüber "unterentwickelten Völkern" entwicklungshierarchische Vorstellungen. Kant wird, indem er in gewissem Sinn noch der Theologie verhaftet ist und er noch Fragen über die Gegenstände bzw. ihre Erkenntnis- und Bearbeitungsmöglichkeit überhaupt stellt, aus der Perspektive von Comte infantilisiert bzw. zumindest implizit feminisiert, gewissermaßen in Frauenkleider gesteckt. Auf einmal wird so noch die alte, drübersteherische Metaphysik zum Weib gemacht.
Derartige Verfahrensweisen gehören selbst ganz und gar in das Wert-Abspaltungs-Repertoire mit seinen Bedeutungsverschiebungen; der Gegner wird im Konkurrenzkampf zwangsfeminisiert. Dies deutet eben auf die Wert-Abspaltung als gesellschaftliches Formprinzip hin. Vergleichbare Aussagen findet man etwa auch bei deutschen Aufklärern, wenn etwa die Rede davon ist, dass die Franzosen mehr wie die Weiber seien (womöglich weil bloß platt unmittelbar der positivistischen Denke im Gegensatz zum groß-spekulativen Geist verhaftet!), oder wenn im Nationalsozialismus im Gegensatz zum männlichen soldatischen Menschen der Intellektuelle als verweichlicht und verweiblicht gilt. Als Grundprinzip zeigt sich hier die Wert-Abspaltung, indem sie ihren relationalen und flexiblen Charakter offenbart, derartige Zuschreibungen also der Inferiorsetzung des Gegners in einer sonst ganz und gar männerbündischen Veranstaltung dienen.
2. Dies tut allerdings der Tatsache keinen Abbruch, dass sowohl im Positivismus als auch in der (alten) Aufklärungs-Metaphysik und entsprechenden Theorien, die sich der Konstitutionsproblematik widmen, in verschiedensten Farben und Formen eine "Abspaltung des Weiblichen" zu beobachten ist. Eine "Abspaltung" der Metaphysik im Positivismus findet schon immer auf einer gemeinsamen Grundlage mit der Metaphysik statt; innerhalb des Gesamtzusammenhangs der Wert-Abspaltung, die das gesellschaftliche Formprinzip darstellt.
Die Konstitutionsproblematik bei Kant ist selbst ganz und gar androzentrisch und eurozentrisch verfasst. Er tummelt sich sozusagen bloß auf der Wert-Seite, der Subjekt-Seite. Dies gilt in einer anderen Ideentradition u.a. auch für Marx bis hinauf zu Postone. Anders als letztere, deren Konzepte weiterentwickelt werden müssen, gibt Kant jedoch mit seiner Untersuchung des Erkenntnisapparates nichts her für die wert-abspaltungskritische Aufdeckung der Konstitutionsproblematik, außer in negativer Hinsicht als Bestandteil des zu kritisierenden Gegenstands.
Zwar trägt Kant noch in gewisser Weise einer (allerdings bloß abstrakten) Materialität gegenüber der leeren Form Rechnung. Jedoch war ein Form-Inhalt-Dualismus seit jeher konstitutiv für das moderne Denken (inklusive der Metaphysik), innerhalb dessen sich Kant schon immer bewegt; insofern hat er höchstens eine Scharnierfunktion zwischen alter Metaphysik/alten Konstitutionsvorstellungen und positivistischer Selbstbehauptung, in der dann letztlich die Materialität in ihrem Eigengewicht ganz getilgt ist.
3. War schon bei der alten (Aufklärungs-)Metaphysik eine "Abspaltung des Weiblichen" gegeben und hat sie sich so als Konstitutionsproblematik absolut gesetzt und alles nicht in ihr Aufgehende herausgelassen, so setzt sich dies in einer "wertkritischen" reduktionistischen Annahme des Tauschs/des Werts als gesellschaftlichem Formprinzip fort, sofern dieser sich - gewissermaßen gottgleich - als omnipotenter Alleskönner geriert. Demgegenüber will die Wert-Abspaltungstheorie und -Kritik derartigen Ansätzen ihre Grenzen vor Augen führen; ganz abgesehen davon, dass nicht der Tausch konstitutiv ist, sondern das Unterwerfungsverhältnis unter die "abstrakte Arbeit", aus dem heraus überhaupt erst das Tauschverhältnis gesetzt wird, während dann noch einmal die Abspaltung ein Meta-Verhältnis darstellt.
Andernfalls besteht nämlich die Gefahr, dass die Gesellschafts- und Erkenntniskritik, sofern sie sich bloß auf den Wert beruft in seiner Logik der Null bzw. der Eins, diese noch in der Kritik wiederum restituiert. Dabei kann die Wert-Abspaltung nicht etwa dem Wert als ein noch viel universelleres, ja nun wahrhaft universelles Prinzip entgegengehalten werden. Mit einer Absolutheitsbehauptung wäre immer schon ihr eigenes Dementi gesetzt, indem sie nämlich ihrem eigenen Begriff nach "automatisch" gezwungen ist, auch dem, was nicht in ihr aufgeht, stattzugeben; so wagt sie es, "gegen sich selbst zu denken" (Adorno) und geht es ihr um ein neues Verhältnis zwischen Allgemeinem und Besonderem, Einzelnem, Kontingentem etc., ohne dabei Hierarchien aufzumachen und eine Seite der anderen gegenüber als Ursprung zu setzen. Ist doch auch mit der Behauptung der Allgemeinheit der Wert-Abspaltung eben als gesellschaftlichem Formprinzip gesetzt, dass im Denk-Mainstream der Moderne das Nicht-Identische suspendiert wird. Deshalb würde die Abspaltungskritik sich mit einer Absolutsetzung ihrer eigenen Behauptung entziehen.
Dies heißt übrigens auch die Konstituiertheit von "Sinnlichkeit" und "Natur" in den Blick zu nehmen, und diese nicht zu ontologisieren; auch das "Sinnliche", das insbesondere in der positivistischen Denkart ausgespart wurde und dem es Rechnung zu tragen gilt, ist immer schon gesellschaftlich verfasst. Sinnlichkeit kann nicht einfach als ontologisch gegeben interpretiert werden, auch wenn sie in manchen patriarchal-immanenten Konzepten dergestalt als Gegenstück zur Abstraktion gefasst wird (bis in wertkritische Zusammenhänge hinein). Zwar geht sie andererseits in dieser Konstitution keineswegs auf; dennoch ist es etwas anderes, ob ich meinen physischen Hunger mit Maden oder Maggi-Suppe stille (was beides gleich miserabel sein kann).
Folgt man einem derartigen Gedankengang nicht, besteht die Gefahr, dass ein Ableitungs- bzw. ein formales Zurechnungsverhältnis aufrechterhalten wird, d.h. die Logik der Null, die Logik der Eins könnten selbst durch ihre Kritik noch in den Versuch einer formelhaft-magischen Bannung münden. Es könnte dann nämlich auf der einen Seite der Wert, das Subjekt, die Null und/oder die Eins stehen und auf der anderen Seite die Körperlichkeit, die individuellen Eigenschaften und auch sonstiges, "wovon" abstrahiert wird. Es handelte sich dann fast schon um eine Gleichung: Es gibt gewissermaßen eine "feste" Seite (Wert, Subjekt usw.), die immer bleibt, und eine Pudding-Seite, die alles Mögliche sein kann, was in der ersten Seite nicht aufgeht bis hin zum Staat und zur androzentrischen Aufklärungs-Metaphysik selbst. Auf diese Weise kann die Eins sodann noch in der Kritik wie eine Eins dastehen, werden die Wert-Religion und der Wert-Gott als das anerkannt, was diese von sich selbst glauben machen wollen.
Wie schon angedeutet, muß ein Wissen um die Konstitutionsproblematik keineswegs heißen, dass dem Nicht-Identischen stattgegeben wird; das war bei Hegel nicht so, der es wieder ins Allgemeine hereingeholt hat, das war bei Marx nicht so, indem er im Grunde den (Mehr-)wert als die Eins behauptet hat, und auch bei Kant war das Ding an sich, obwohl zur Selbstkonstitution bitter nötig, in sich widersprüchlich; wesentlich war bei Kant die Form.
4. Die Kaprizierung auf die gewalttätige Null/Eins hat nun zwei Konsequenzen; einerseits das Gleichmachen von anderen, nicht-identischen Momenten, andererseits ihre Suspendierung aus einem komplexen Machtgeflecht im (welt-)gesellschaftlichen Gesamtzusammenhang.
Zum ersten: Der Wert und das MWW sind bei der Kritik der gewalttätigen Null bzw. Eins gewissermaßen zu einem Abspaltungsharem gekommen. Vor dem Gesetz sind alle gleich, diese problematische Annahme wiederholt sich so noch in der Kritik der gewalttätigen Null/Eins tragischerweise. In der Tat: Vom RESULTAT her dürfte es aus der Sicht der Naturwissenschaften und der positivistischen Wissenschaften "gleich" sein, wenn Frauen, "Schwarzen" und "Wilden" ähnliche Eigenschaften zugeschrieben und diese somit abgespalten werden, um zur reinen Wissenschaft zu kommen und diese als solche zu erhalten. Indes, nur aus der Sicht des MWW sind alle Abspaltungskühe grau. Nun könnte man sagen, na ja, dann muß man halt zwischen verschiedenen Abspaltungsarten unterscheiden. Wenn man jedoch den erwähnten Wert-Abspaltungszugang in seiner Formelhaftigkeit wählt, bleibt man bloß auf der erkenntnistheoretischen Ebene; besonderen Qualitäten Rechnung zu tragen, heißt aber material zu werden und sich der Sache, dem (nicht verallgemeinerbaren) Inhalt zuzuwenden; ansonsten bleibt dieser Zugang selbst tautologisch und es besteht die Gefahr, dass er sich gleichzeitig in einem zoologischen Klassifikationsgebaren erschöpft. Gewalt tut in diesem Zusammenhang nicht nur das MWW sich selbst und dem Objekt schlechthin an, sondern auch (weißen) Frauen und "anderen Anderen".
Andererseits werden jedoch bei diesem tautologischen Zugang auch andere (Nicht-)Subjektivitäten, (Nicht-) Ichs aus einer komplexen Machtdynamik entlassen, indem im Grunde von einem einfachen allgemeinen Repressionsmodell ausgegangen wird, auch wenn das (männliche) Subjekt selbst von seiner Körperlichkeit abstrahieren muß. Dem MWW kommt so vermeintlich die Rolle des alleinigen Akteurs zu. Dagegen sind etwa "Schwarze" für die weiße Frau ebenso inferiore "Andere", und was ist wiederum mit "schwarzen" Männern, die ihre Frauen ebenso als "Andere" sehen? Es ist hier eine mehr systemische Herangehensweise gefragt (wenngleich auch nicht im Luhmannschen Sinne), die nicht mehr unumwunden bloß von der gewalttätigen Null bzw. Eins als mehr oder weniger abstraktem Tätersubjekt ausgeht, ohne indes auf den Begriff von ihm zu verzichten und ohne ihn umgekehrt genauso schlecht-abstrakt in den "Differenzen" zu ersäufen. Die Spannung zwischen Begriff und Differenzierung muß ausgehalten werden, ohne diese Spannung wiederum zu hypostasieren.
In der Wert-Abspaltungstheorie ist der Begriff der "Abspaltung" klar umrissen.
Sie taucht auf der kulturell-symbolischen Ebene der Diskurse auf, sie umfasst die materielle Dimension, die Zuständigkeit von Frauen für die Reproduktionstätigkeiten, und sie zeigt sich ferner im Bereich Sozialpsychologie (indem sich das männliche Kind von der Mutter abgrenzen muß, um eine männliche Identität zu erlangen). Dabei ist die Wert-Abspaltung nicht einfach in spezifischen Sphären zu finden, sondern sie geht durch alle Bereiche und Ebenen der Gesellschaft, wie sie auch als gesellschaftlicher Prozeß aufzufassen ist. In der Postmoderne, in der eine Verwilderung des Patriarchats stattfindet, trägt sie ein anderes Gesicht als in der Moderne. Da die Abspaltungstheorie sich nicht (erkenntnistheoretisch) als Absolutes behaupten kann, ohne sich selbst zu dementieren, ist sie auf Gedeih und Verderb dazu gezwungen, auch dem stattzugeben, was gerade nicht in ihr aufgeht. So behauptet sie sich als Reflexion eines Grundwiderspruchs, die in ihrer augenblicklichen Formulierung in sich wieder zusammenfällt und gerade deswegen und nur deswegen die sich schon immer relativierende Begrifflichkeit eines Grundverhältnisses darstellen kann.
Die zutreffende Erkenntnis einer gewalttätigen Null/Eins, die (wie auch immer) abspaltet, ist so erst einmal bloß der erste Schritt zu einer wesentlich komplexer gefassten Wert-Abspaltungstheorie, die - ceterum censeo - aufzeigen will, dass diese Eins gerade in ihrer durchaus faktische Ergebnisse in der gesellschaftlichen Realität zeitigenden "Einsheit" eben nicht das ist, was sie von sich aus zu sein glaubt. Die gewalttätige Null/Eins ist und ist zugleich nicht, jedenfalls nicht in ihrem bloß negativ gewendeten Selbstverständnis.
5. Dabei wähnt sich die Wert-Abspaltungstheorie, wenn sie sich selbst relativiert, übrigens nicht im geringsten über das warenproduzierende Patriarchat hinaus. Im Rekurs auf das Einzelne, Besondere, Differente stellt sie keineswegs eine "Keimform" des Anderen dar. Sie weiß um ihre Historizität und Beschränktheit und kann bloß hoffen, in ihrer Formulierung "die Verhältnisse zum Tanzen" zu bringen, im Wissen, dass noch ein weiter und steiniger Weg aus den patriarchal-kapitalistischen Verhältnissen vor ihr liegt, an dessen Ende sie hoffentlich selber überflüssig werden kann. Das Nicht-Identische ist bei ihr keineswegs etwas über die gegebenen Verhältnisse Hinausreichendes, sondern ihm Rechnung zu tragen, heißt in erster Linie, das schlecht Gegebene in seiner Existenz weit besser erfassen zu können als ein identitätslogischer Reduktionismus.
In diesem Zusammenhang kann ich auch nicht sehen, dass es eine tragende Tendenz des Kapitalismus heute sein soll, "dass das strukturell männliche Aufklärungssubjekt neuerdings verstärkt bestrebt ist, seine >sanften<, >natürlichen< und damit eher >weiblichen< Eigenschaften für den Verwertungsprozeß fruchtbar zu machen, während die in der Krise sich gerade herausbildende >DienstbotInnen-Gesellschaft< (Frank Rentschler) gleichzeitig im Begriff ist, die >weibliche Natur< wieder auf den ihr vermeintlich alleine und >natürlicherweise< zukommenden Platz zu verweisen". Es ist viel komplizierter: Männer werden in prekären Beschäftigungsverhältnissen zwangsfeminisiert, hausfrauisiert; sie haben nicht mehr länger die Rolle des Familienernährers inne. Frauen hingegen müssen bei Strafe des Untergangs zu Konkurrenzsubjekten werden, wobei sie für Leben und Überleben gleichzeitig zuständig sind, auch wenn etwa in Managementkonzepten in der Tat gleichzeitig "weibliche Werte" und "Anteile" auch bei Männern für den Verwertungsprozeß fruchtbar gemacht werden sollen. Gemessen an den alten, modernen Subjektvorstellungen haben wir heute ein postmodernes "Ein-Geschlecht-Modell" vor uns: Frauen sind Männer (Konkurrenzsubjekte), bloß anders (eben noch für die Reproduktion zuständig). Der heutige Kapitalismus kann es sich gar nicht mehr leisten, Frauen wie in der Vergangenheit auf ihre (zugeschriebene) "natürliche" Rolle zu reduzieren, auch wenn Frauen heute wieder - herübergekommen aus der klassischen Moderne - im Gegensatz zu Männern bevorzugt Dienstbotinnen- und Pflegetätigkeiten zugeführt werden. Deswegen haben wir ja auch eine Wert-Abspaltungsvergesellschaftung, wenngleich im Zerfall. Es geraten nun beide Seiten des Verhältnisses in die Krise - sowohl der Wert als auch die mit ihm dialektisch vermittelte Abspaltung, ohne dass beide deswegen "weg" sind.
6. Auch sehe ich nicht, dass in der Krise heute Religion als das gewissermaßen "unerforschliche Weibliche" zutage tritt (sofern ich das überhaupt richtig verstanden habe), als die schon immer andere Seite der "instrumentellen Vernunft, die sich heute ad absurdum führt". Wahrscheinlicher scheint es mir zu sein, dass sich in der Religion heute nicht etwa gewissermaßen das Chaos (wieder?) äußert; stattdessen tritt Religion heute vielmehr regressiv als Ordnungsmacherin auf, aber eben nicht mehr als einheitlich-universalistische, sondern als fragmentiert-gruppen-pluralistische und eben auch individualisierte, wie es dem "Absturz Gottes in den Abgrund seines Begriffs" im Verfall des Kapitalismus entspricht.
Zutreffender scheint mir hier die Einschätzung von Jörg in seinem Buch "Individualität als politische Religion" zu sein, wenn er schreibt, dass Jörg Bopp die "...>Mischung aus technischer Dynamik und pseudoreligiöser Gläubigkeit< als >eine der größten Gefahren, vor denen unsere Zivilisation heute steht< (bezeichnet). Bopp knüpft mit dieser Befürchtung an die Bestimmung Detlef Clausens an, der den modernen Antisemitismus ins Zentrum seiner Überlegungen stellt und konstatiert, dass sich hier, wie in allen Alltagsreligionen >verkürzte Wahrnehmungen (...) zu einem realitätsverzerrenden System (verfestigen), das nicht allein von Randgruppen, sondern von der Mehrheit der Gesellschaft geteilt werden kann.< (...) In ihnen findet sich traditionelle Religion überwunden, die grundsätzlich religiöse Weltwahrnehmung aber bleibt erhalten und verbindet sich >mit konformistischen Bewusstseinselementen, die den Individuen den Schmerz der Asozialität ersparen< (...) Alltagsreligiös kompensieren die Subjekte ihre Angst vor den Folgen der konsequenten gesellschaftlichen Modernisierung und den ihr eigenen Individualisierung- und Desintegrationsprozessen" (S. 134).
Wer hier zuvörderst ums Eck biegt, ist Carl Schmitt (wie ja gerade auch Jörg im Hinblick auf die individualisierten Subjekte heute gezeigt hat), ist der Souverän, der den Ausnahmezustand dezisionistisch richten soll, auch wenn dies heute nicht mehr in derselben Weise möglich ist wie noch zu Zeiten des Nationalsozialismus. Dieser "Ausnahmezustand" wird auf der Ebene der einzelnen postmodernen Individuen konstituiert, aber im "molekularen Bürgerkrieg", einem Begriff von Enzensberger, den ich auf den (scheinbar) privaten Beziehungskrieg zwischen den postmodernen Individuen (nicht nur im Hinblick auf die Geschlechterproblematik) übertrage, und der heute überall tobt. Darüber hinaus freilich auch auf den verschiedensten (welt-)gesellschaftlichen Ebenen in den vielfältigen Bürgerkriegen; aber auch wenn rechtsfreie Räume, Lager usw. entstehen und vom Souverän (etwa den USA) rechtsstaatliche Erwägungen fahren gelassen werden, um wieder "Ordnung" herzustellen. Der Souverän, der mit dem Wert-Mann-Gott korrespondiert, wird hier noch einmal im verfallenden Kapitalismus angerufen, obwohl bzw. gerade weil er sich heute nicht mehr wie weiland konsolidieren kann.
Wenn der Kapitalismus im Zuge des "Kollaps der Modernisierung" aus dem Ruder läuft und ins Fragmentarisch-Barbarische zu driften droht, entsteht erneut das Bedürfnis, dieser historisch neuen Form des Chaos schroff ordnungsmachend zu begegnen, auch wenn dies nicht mehr in alter Manier gelingen kann. Diese neue Form des Chaos und diese neue Form der Ordnungsmacherei bedingen und konstituieren sich so geradezu wechselseitig; sie stellen einander in einer spezifischen Form im verfallenden Kapitalismus gegenseitig her.
7. Möglicherweise kann für die Moderne gesagt werden, dass der gewissermaßen säkularisierte Wert-Gott den genuin-religiösen Gott der Vormodere, aus der er eigentlich entstammt, nun zur "Frau" macht. War letzterer vorher das Gesetz, so wird er in der Moderne in die Irrationalität abgedrängt und gilt er nun selbst als chaotisch-inferior. Das, was wir heute an Religion beobachten, hat m. E. jedoch weniger mit dem lodernden Chaos zu tun, sondern es ist vielmehr in seiner Folge die paradoxe synthetische Auferstehung Gottes, nach dem Ende des Wert-Mann-Gottes, der seine Vorform selbst inferior gesetzt hatte, die nun als großer Ordnungsmacher (wenngleich auch faktisch in zersplittert-pluralistischer Form) aus dem Grab hergeholt wird, um Einheit, Ordnung, Sinn (wieder?) herzustellen, weil in der Tat die Wert-Abspaltung als Grundprinzip und damit die Subjekt-Objekt-Trennung nicht überwunden ist. Mit der Krise der Wert-Abspaltungs-Vergesellschaftung wird so heute der in der Moderne zum Weib gemachte traditionell verstandene Patriarchen-Gott mit Bart und Halbglatze in seiner ganzen Obsoletheit angerufen, die dadurch umso deutlicher erscheint. Und so verwundert es auch nicht, dass der Apostel Paulus als Revolutionär neuerdings wiederentdeckt und ein "theological turn postmoderner Theorie" (Doris Akrap) konstatiert wird.
Weder das postmoderne "Ein-Geschlecht-Modell", in das Konkurrenz und Dienen gleichermaßen eingeschrieben sind, noch das Phänomen einer potentiell barbarischen "(Alltags-)religion" haben etwas mit sanfter Weiblichkeit zu tun, vielmehr ist beides als Symptom einer Verwilderung des modernen warenproduzierenden Patriarchats zu deuten. Dabei fragt es sich, an welche Inkonsistenzen heute angeknüpft werden kann, wenn die Inkonsistenz sozusagen schon zum wesentlichen Konstituens des heutigen Gesellschaftszustands, des warenproduzierenden Patriarchats im Verfall und in der Verwilderung, geworden ist. Anders formuliert, es ergibt sich die paradoxe Fragestellung, an welchen Inkonsistenzen eine bereits obsolet gewordene Wert-Abspaltungsvergesellschaftung, die dennoch in aller Härte noch vorhanden ist, über sich selbst hinausweisen könnte. Momentan sehe ich nicht, dass hierzu konkrete Angaben möglich wären.
M.E. ist es heute jedoch möglich, zumindest diesen Zustand zu analysieren und dabei einer notwendigen Differenzierung zwischen Begriff und Differenzen in der genannten Komplexität Rechnung zu tragen und die entsprechende Spannung auszuhalten, ohne diese Vermitteltheit wiederum zu hypostasieren; in dem Wissen, dass dies nur ein Durchgangsstadium zu ihrer Abschaffung ist.
Dies und nicht ein EINFACHES Wissen um gesellschaftliche "Inkonsistenzen" ist heute angesagt. Die Frage danach kann nur gestellt werden, wenn sie nicht dazu führt, wieder auf den gewalttätig strengen Begriff, um der Ordnung und Sicherheit willen, zurückzukommen. Dies heißt aber auch, über die EINFACHE Bestimmung der gewalttätigen Null/Eins mit ihren EINFACHEN Inkonsistenzen hinauszugehen, um nicht einer falschen und heute ohnehin unmöglichen Auferstehung Gottes in der barbarischen Zersplitterung in Form eines Wert-Begriff-Gottes ungewollt zuzuarbeiten.                                            
06.05.2005

Roswitha Scholz

 http://www.exit-online.org

Un footballeur révolté

 Le football spectaculaire marchand
 Les situationnistes disaient que les spectateurs ne trouvent pas ce qu’ils désirent mais désirent ce qu’ils trouvent. J’ai l’impression que chaque heure qui s’écoule nous démontre l’exactitude de cette pensée...
J’étais à Lille il y a quelques semaines et je suis tombé par hasard sur le quotidien gratuit Metro. Je dis « par hasard » mais en réalité ce n’était pas tellement par hasard. J’étais alors à la gare, où il est finalement plus difficile de ne pas tomber sur ce journal gratuit que de tomber dessus, justement : il y en a partout. Financé par la publicité, ce journal est creux et porte en son sein la feinte neutralité de l’information de masse. C’est typiquement un journal pour spectateurs et spectatrices. Le lisent celles et ceux qui trouvent, parce qu’il leur tombe sous la main et qu’il n’y a rien de mieux à faire à ce moment là...
Quand j’ai trouvé ce n°91 du vendredi 11 juin 2004, ça devait être mon cas.
J’ai vu presque tout de suite en dernière page de ce numéro, une publicité pleine page pour les téléphones portables de SFR, « partenaire officiel » de l’équipe de France de football. « Suivez les Bleus au Portugal » (c’est l’Euro 2004, championnats d’Europe de foot, au cas où ça vous aurait échappé, mais ça m’étonnerait...). En gros si je ne suis pas sur place, si je n’ai accès ni à la radio ni à la télé pour être au courant des résultats des matchs, je peux me rassurer : avec la « rubrique sport » de mon « mobile SFR », j’aurai « tous les matchs en direct du Portugal minute par minute, les résultats et classements actualisés en temps réel », etc.
Le slogan principal de la pub : « Le foot vous obsède, suivez-le ».
Cette publicité pour une marque de téléphone portable part du principe que le téléphone portable est évidemment une obsession, un outil essentiel de la vie quotidienne, un objet sur lequel notre attention se porte de façon permanente (ou presque). SFR le sait, et ne l’évoque même pas, tellement c’est évident. L’accroche de cette publicité pour un service de téléphonie mobile n’évoque donc pas les qualités de SFR mais les désirs footballistiques, probablement considérés comme étant inhérents à chacun-e.
Le foot est tellement omniprésent à travers la communication de masse (télé, radio, presse écrite, internet, tous supports publicitaires, etc.) et les conversations du quotidien (« t’as vu le match ? » et tout ce qui va avec...) qu’il paraît impossible d’affirmer que le foot puisse être une obsession / passion qui découle d’une pensée mûrement réfléchie. Le désir de foot est socialement construit, généralement aux dépens de notre bon vouloir (comme les désirs de fric, de clopes ou de sexe).
Si nous sommes obsédés par le foot, ce n’est pas parce que nous nous disons que le foot peut nous épanouir et nous permettre d’améliorer la qualité de nos relations, des rapports sociaux dans lesquels nous évoluons. Nous sommes obsédés par le foot de la façon dont on nous fait comprendre qu’il faut être obsédé : de façon passive, compulsive, consommatrice. En ralliant sans même en avoir conscience tout un tas de valeurs : la compétition (l’intégration de valeurs capitalistes), l’identification à une nation ou une ville (l’intégration de valeurs de type nationaliste), la non-mixité virile (l’intégration de valeurs masculines), la spécialisation avec les stars du foot en idoles (l’intégration de la hiérarchie voire du culte du chef), etc.
Le football pourrait être un jeu comme un autre mais il génère depuis de longues années tellement de fric qu’il semble difficile de le vivre de façon épanouissante.
Le football est devenu au cours du 20ème siècle un fléau social.
Simultanément au slogan « Le foot vous obsède, suivez-le », il y a implicitement « Votre mobile SFR vous obsède, suivez-le ». Cette mentalité compulsive se résume en un « Suivez vos obsessions (sans vous poser de questions) » et nous ramène aux très publicitaires « Vivez vos désirs », « Just do it », « Soyez vous-mêmes », etc. qui font consommer via de grossières récupérations post-soixante-huitardes de slogans comme « Vivre sans temps morts, jouir sans entraves »... Le désir est désormais enfermé dans la marchandise. Nulle part il ne peut être question de construire nos désirs par nous-mêmes, individuellement ou collectivement. Tout s’achète.
Pendant ce temps là, à peu près tout le monde a conscience que ces pseudo-désirs prêts à consommer ne sont que des palliatifs pour mieux supporter une vie de merde (faite notamment d’un travail qu’on ne contrôle pas puisque c’est pour les beaux yeux d’un patron). Nous croyons que cette situation est pour nous-mêmes confortable. Nous nous trompons...
Je ne veux plus être spectateur de ma vie (ni de celle des autres d’ailleurs). Je ne veux plus être spectateur. Je veux vivre pleinement. Je veux penser, écouter et m’écouter, construire et partager des idées, des envies, et les vivre.
Comme dirait Fabien Barthez, gardien de but de l’équipe de France : « Peu importe l’adversaire. On se concentre sur notre jeu1 Mais je ne parle pas de football, là. Finalement, le jeu de la révolution peut être à prendre comme ça.
Le football, nous devrions plus le voir comme une activité collective dont l’adversité est amicale. Le football doit être un jeu, une pratique, pas un spectacle. Jouer ensemble, en équipe, pour le plaisir, au-delà de toute idée de gloire, au-delà de toutes les différences de génération, de genre / sexe, etc. Fouler un terrain avec des ami-e-s plutôt que de rester les yeux collés à la télé ou les pieds figés dans une tribune, voilà une idée enthousiasmante du football, non ?
source
Été 2004, un footballeur révolté
1 L’AFP rapportant des propos de Fabien Barthez, le 21 juin 2004 à Coimbra (Portugal). 

Ab irato

French/Français fin de page
This Latin expression, which means "in an angry movement,"[1] should return to usage today, when it is hardly possible to write about any subject without being gripped by anger. And yet, among so many other offenses that one could use to "anger the people" (as one said during the French Revolution), perhaps none are more monstrous than the document(s) we reproduce here.
A woman named [Mrs] Antoine had kept from a previous, dissolved marriage a six-year-old daughter who was condemned to a short life by a serious disease. There was no possible intervention, except for simultaneous heart and kidney transplants; maybe even transplanted lungs would be necessary. All the surgeons of France and America, whose taste for experimentation and guinea pigs is well known, refused to undertake such a barbaric and obviously vain intervention. But a British physician was ready to make a name and some money for himself through such a publicity stunt. Mrs Antoine, ensconced in [cadresse dans] the Salon-de-Providence region, raised money through several appeals to public charity in the media. The intervention was made, with the success that one might imagine; on 30 July 1986, Mrs Antoine went on RTL [French radio] to proudly give a suitable victory cry. The radio station in question found her remarks so exemplary and so favorable to the voters' ideas about "medical progress" that it recorded them on tape. One could listen to it by telephoning a certain number.
Ten years ago, comparable infamy was achieved by Ginette Raimbault, "doctor and analyst" (see annex).[2] This couch louse proposed to create a new metier, one at the boundaries of psychoanalysis and cultural promotion:[3] namely, to teach dying children that they are dying and what death is. We note the complementary usefulness of these two operations -- teaching children to die and prolonging their agony -- before returning to Mrs Antoine's revolting remarks.[4]
"I knew that I might lose Aurora. Aurora knew that she might die; she told me so. She said: 'Mommy, I know that I might die.' But she also said, 'I can't suffer anymore and there's no other choice; we must do it.'
"For the first month, there was the possibility of rejection, even . . . uh. . . infection, and if she got through that month, that wasn't bad. And then there was the third month where -- Mr. Yacoub explained it to me -- the third month was also unstable. And is she got through the sixth month, then, on the whole [pour le compte], we'd won.
"She was at her strongest the day she was operated on, this past Wednesday. She came out of surgery at exactly 5:30 pm. At 5:45 pm, she asked me for a Coca Cola. The next day, the little lady no longer needed artificial ventilation. I'd expected a child comatose for eight days. . . . And then, the day after that, she left intensive care, at 2 pm, and this morning she began to take her first steps.
"At the moment of entering the operating room, uh . . . [we were] psychologically well prepared, because I'd gone to the surgical unit with my daughter, whose last image was -- it was of me, and the last words that I said to her -- I said, 'You know, Aurora, that today is it. Mommy can no longer help you. I have helped you with the surgeon; I helped you with the money. Now it must beat you, OK? And so, my dear, go to sleep thinking I have won, I have won, I have won. ' She said to me, 'Mommy, don't worry. I think this will work.'"
Question [from RTL]: She was six and a half?!
"Yes, she was six and a half! (Laughs.) This was at 11:30 am. The operation began at noon. The organ arrived two hours later. Mr Yacoub and his team began the transplant at 2 pm and, at 4:30 pm, the operation was concluded.
"And so, all the parents who have children with problems like this, truly . . . incurable or previously thought to be incurable . . . I ask them to have hope because absolutely extraordinary things are being done; and tell your child, do not hide the truth from them, because they will be much stronger for hearing it."
This Media Mom -- whom we are calling out in the interests of science and who rivals the famous Madame Kaufman, who, with a kind of satisfaction, has been elevated to the spectacular status and almost the [official] profession of "female hostage" -- hides things in the habitual manner of such people, that is, by lying with the most inept clumsiness. Mrs Antoine attributes the responsibility for the decision to poor Aurora (who informed her? who taught her the affected phrased "there is no choice"?). Mothers can now happily declare that, if their daughters survive the month, this "isn't bad." And if they survive six months, then "one" has won! In the style of a sports broadcast, she goes on to present a play-by-play report. It takes more money to make the horses run, but this race ends up with Aurora dying in the arms of her mother. One might admire the delicacy -- quite typical of the era itself and this [particular] social milieu -- of mentioning to a child, and a child in these circumstances, that you found both the money and the butcher, and that this child must in her turn pay her share to her sponsor, who in sum is responsible for the [operation's] impossible success. Here, contrary to an old advertising campaign for an American undertaker, dying isn't enough.[5] Madame Antoine joyously insinuates that her daughter was a kind of gifted child (at six and a half!); as if she was unfortunately in the avant-garde of pathology. And, in her miserable narcissism [son narcissisme de la misere], this winner frankly says that her daughter was happy, because "the last image that she had" before facing her agony was the image, so successful, of her remarkable mother.[6]




ANNEX[7]

It was Prof. Jean Royer, one of the "great patrons" of the Children's Hospital in Paris, who appealed to her in 1965. At the time, Ginette Raimbault, a doctor and analyst, worked at Inserm. As a researcher, she was dedicated to pediatrics and specialized in kidney diseases: one of the most competent in France and perhaps all of Europe, as well.
Particular specialties: death [l'agonie] and bereavement. At a time when dialysis machines were rare and transplants were even rarer, her services to Prof. Royer concerned "suffering" when one is confronted each day with the most unacceptable of injustices: the death of a child. His question to her was, How do those of us who survive live, and is there a way of living better? A way of confronting this failure syndrome, because death is a failure; a means of escaping from the enormous burden of guilt, because death is an error and felt as such by all the people concerned: its the fault of the parents, who feel guilty for not having bestowed "health"; the fault of the doctors, who feel guilty for hardly doing anything; and, finally, the fault of the child, who feels guilty for not being able to live like the others. And for dying.
This compact error, which each person admits [endossait] in their own way, is like a supplementary illness. More confusion in the chaos of life and death. Someone needed to put order into the ambiguity of anguish. Someone had to put into words what is never clearly said. So that each person understands his or her place, their respective roles, in this pathetic game.
Ginette Raimbault's work provided relief. Because she was an analyst, perhaps because she was a woman, surely because she possessed the "virtue of listening," which is one of the most effective human abilities, she [was able to] put herself at the bedsides of others. She especially gave speech to the other that is in each of us, but whose broken speech can only be heard by a psychoanalyst.
Exorcism: she listens to the parents -- the mothers, especially -- who are, she says, "demolished." They are so implicated by the drama that they suffer so as to find their places in it. They look for "reasons" for the illness, a lack, a bad gene. Etiological inquest well known by doctors: all the parents of sick children are in search of pardon. They accuse themselves or they accuse the physician. They come and go in their questions, their grief; they are at once revolted and resigned, lucid and yet silent, desperate and yet ready to deny the undeniable approach of death.
The child who is "in the death situation" tries to tell his parents what he knows. And he knows everything. "Almost all the children," Ginette Raimbault affirms, "have a clear knowledge of their coming death." They feel it be to the logical outcome of their destiny as sick children who are habituated to their own "suffering baggage." Jeannette, who is eleven, says, "They do not say anything, but I know." Camille, who is eight, says "You know, mommy, one day I will go far away and I will no longer see you again."
Ginette Raimbault has an extraordinary clairvoyance that sends our famous question "Must we tell them the truth?" to the warehouse of false problems.
"Which truth?" she asks. The medical truth? The brutal timetables of chances (a month, six months, a year)? The truth is not what one says but what one hears. Something that the other needs to express. That surfaces in a child's dream or nightmare, in the story that the child invents or the landscape that he sketches out in front of us. And so Gabrielle, eleven years old, drew "a stroll in the countryside." A kind of joyous picnic. The people are clear; the colors are vivid. She explains: "Afterwards, we'll have fun, and run, but it is dangerous because of the poles." And she traces out two poles that make a barrier [marked] "Danger of death." She says, "If there are flowers, I'll pick them. If there's bread, I'll give it to the swans. If I can, I'll snack on wild herbs. But there are poles and you can die if you touch them."
This is Gabrielle's truth. It isn't to be commented upon, but accepted. It especially isn't to be "contradicted": the counter-truth is the "fib," the lie, the rejection in anguish with [all] its destructive effects. Because "the greatest shame for the child remains in the fact that no word from the entourage allows him to name the event and inscribe it in his history." Ginette Raimbault doesn't respond to questions. She is not an investigator of fear. Quite simply, when a child tells her "I'm going to die," she never denies it. She asks, "Why, what's happening to you? What makes you say that this morning?" And this gives the child an extraordinary [extravagante] permission: to evoke his own death. By showing him that he has the right to speak of it, that it isn't taboo or shameful. So that he can finally hear what he needs to hear from the other: "I am also preoccupied with your death -- I know that you . . . are afraid . . . you have desires . . . expectations . . . you would like to pursue them . . . you hope to live. . . . What you experience doesn't separate you from me."
Nursery rhymes that go "I stay with you, I am close-by you." Reassurances that "I know, too." Words and attitudes of non-separation, because above all the child desires "to be with." The child says "Don't go, don't leave me, turn yourself towards me so I can see you," because it is he who is leaving. For an unknown solitude. Which he presses, which he learns about, which he conjures away by asking to take his Teddy Bear with him: those whom he loves, close to his face; those whom he doesn't love, on their feet.
Is it enough to be there? Yes, but with honesty. Without seeking to fool the child. Without imposing silence on him for our comfort alone. Raymond, who is seven, says, "Words that remain inside aren't good." If the child doesn't speak about what he knows, this is already solitude for him. "Its not a question of helping them to die," Ginette Raimbault says, "but helping them live until the end." In sum, extend a hand to get them across. . . .
A frail woman [dressed] in white, Ginette Raimbault pursues her task, which, perhaps, is to once again teach people that we can understand death. In a sweet voice, this nice looking woman says, "I can only write my book after . . ." After what? After this truly difficult period in which there was too little hope for the children. Today, thanks to dialysis and transplants, the balance sheet is less desperate. But there remain sick and endangered children everywhere. For them, the hospital remains a place of suffering and separation, which calls for its "humanization." This one is in the right track: today, at Villejuif, there are two part-time analysts in the service of infantile cancerology; one working with Prof Jean Bernard; another working in pediatrics with Prof Alagille at Bicetre.
Ginette Raimbault has formed a team that includes health care personnel. Because the sick person is a whole, that is to say, a person, even when it is a child, and it shouldn't be treated by a physician who only treats the body, on the one hand, and a woman who is tasked with dealing with the anguish of the dying child, on the other hand. Humanization is also a global look at the suffering person [both medically and emotionally].
This task isn't spectacular. A technical invention is not involved. She doesn't recoil from the blows delivered by what we shut away behind the word "illness." Through attentiveness, she joins with those who perhaps will not survive. She shares their solitude; she helps them separate themselves from life and accept [assumer] the event that approaches. With dignity.
An attempt at a better "lived" death? The paradox of these words is only superficial. . . . But this necessitates that we are capable of living better the bereavement that awaits us.
Guy Debord

(Written by Guy Debord, but published anonymously in Encyclopedie des Nuisances tome I, fascicule 9, November 1986. Translated by NOT BORED! July 2009.)
[1] In Latin civil law, ab irato means "a man in anger."
[2] It would seem that this annex was attached by Debord himself, and not "as an after-thought" by the editorial board of the Encyclopedie des Nuisances.
[3] The French phrase here, l'animation culturelle, could mean many things, because "animation" signifies activity, life itself, animation, demonstration and promotion. "Cultural promotion" was chosen because of its resonance with the unnamed British physician's publicity stunt [operation publicitaire].
[4] What follows appears to be a written transcript of the RTL interview with Mrs Antoine aired on 30 July 1986.
[5] Presumably the slogan had been "Dying is enough," as in, "You do enough by dying; let us take care of the rest."
[6] After Aurora's death, her mother -- Madame Nadege Boizot -- would continue her work. On 12 January 1987, she co-founded the Association Aurore Espoir, which lasted almost eleven years: until 18 January 2008. The following is the group's parting message:
Aurore Antoine was born on 2 February 1980 in Paris. In November 1981, a congenital deformation is detected: a pulmonary arterial hypertension with shunt. The only solution, a cardiopulmonary transplant, hasn't been used anywhere in the world. Nadege, her mother, psychologically invested in this one issue and decided upon leaving Paris, sought to find among the international "cardiopulmonary" centers a surgeon who would attempt to perform the operation. It would be in London that the Egyptian surgeon Magdi Yacoub would successfully perform a heart/lung transplant upon a French child, Aurora, six and a half years old, on 25 July 1986. Before the operation, a great show of solidarity was made, but not with the agreement of Great Britain. In others words, all the costs were borne by Aurora's mother. The entire press helped in response to Nadege's open letter. Gifts came in from everywhere; each gift was a breath for this young child who struggled for so long. All the health professionals were unanimous in their opinion that it was unbelievable that this young girl lived so long.
The press coverage traveled abroad; appeals for help reached the entire world. Thus, there was the germ of an idea to create an association. Nadege asked for patience. Aurora would be operated on. Why make promises to others when one doesn't know the outcome of this human adventure?
The Aurora Hope Association lived to be 22 years old; it died on 18 January 2008. This was a part of the plan, the acceptance of its destiny, a true recognition of the inestimable gift that it took care of, a particular joy of living, each instant counting, esteemed by all, cherished by many. The word "End" doesn't exist for those who knew the Aurora. Without the gift, nothing would be possible. "Thank you for each second of my child's life." This association was her pride; we continued it for her and you. The association was created in January 1987 in Monaco, with the help of Michel Billebaud-Daner and friends in Monaco. Michel left us in December 1994. The association was reestablished with headquarters in France, at Rueil Malmaison (Hts de Seine). We would like to be able to respond to [people's] needs. The history of Aurora proves that hope is not a vain word; we believe in it. Thank you.
[7] Article written by Genevieve Doucet and published in Elle, 16 February 1976. Bolstered by the publication of L'enfant et la mort: Des enfants malades parlent de la mort: problemes de la clinique du deuil in 1975, Ginette Raimbault's career has flourished since then. She is the author of a dozen books, including Clinique du reel (1982), Lorque l'enfant disparait (1996) and Parlons du deuil (2007).

Ab irato

Cette locution latine signifiant «par un mouvement de colère» devrait revenir à la mode aujourd’hui où il n’est guère possible d’écrire, sur quelque sujet que ce soit, autrement que sous l’empire de la colère. Et pourtant, parmi tant d’offenses qu’il faudra citer toutes pour enfin, comme on disait sous la Révolution française, «colérer le peuple», rien peut-être n’est plus monstrueux que le document que nous reproduisons ici.

Une madame Antoine avait gardé, d’un mariage dissous, une fille de six ans, condamnée à très court terme par une grave maladie. Aucune intervention possible, sauf à lui changer d’un seul coup et le cœur et les reins ; ou les poumons peut-être ? Tous les chirurgiens de France et des États-Unis, dont on sait pourtant le goût de l’expérimentation et du cobaye, se refusaient à entreprendre une intervention si barbare et si évidemment vaine. Mais il se trouvait un médecin en Angleterre, prêt à se faire un nom, et de l’argent, sur une telle opération publicitaire. Madame Antoine, cadresse dans la région de Salon-de-Provence, a trouvé l’argent par différents appels à la charité du public, lancés sur quelques media. L’intervention s’étant faite, avec le succès que l’on imagine, Madame Antoine prononça fièrement, le 30 juillet 1986, sur RTL, le cri de victoire qui suit. La station en question, d’ailleurs, a trouvé la chose si exemplaire, et si propice aux progrès de la médecine dans l’esprit des électeurs, qu’elle a mis ce discours sur cassette, que l’on pouvait pour quelques jours entendre en y téléphonant. Une telle infamie est à rapprocher de la tentative, évoquée en annexe, du docteur Ginette Raimbault, «médecin et analyste», voilà dix ans déjà. Cette raclure de divan se proposait de créer un nouveau métier, à la frontière de la psychanalyse et de l’animation culturelle : apprendre à des enfants mourants qu’ils vont mourir, et ce que c’est que la mort. Notons l’utile complémentarité de ces deux opérations, apprendre aux enfants à mourir et prolonger leur agonie, et passons donc au révoltant document en question.

Ainsi parlait madame Antoine : «Je savais que je pouvais perdre Aurore. Aurore savait qu’elle pouvait mourir, puisqu’elle me l’a dit. Elle m’a dit : “Tu sais maman, je sais que je peux mourir.” Mais elle m’a dit : “Je ne veux plus souffrir et on n’a pas le choix, maman, il faut le faire.”
«Il y a le cap d’un mois, on sait ce que c’est, le rejet, une possibilité de rejet, plus… euh… infection, et si elle passe ce mois-ci, c’est déjà pas mal. Et puis il y a le troisième mois, où, bon, monsieur Yacoub m’a expliqué, le troisième mois c’est aussi également instable. Et si elle passe le sixième mois, alors pour le compte on a gagné.
«Alors, le plus fort, c’est qu’elle a été opérée vendredi dernier, et qu’elle est sortie du bloc exactement à 17h30. À 17h45 elle me demandait du Coca Cola ; le lendemain, mademoiselle n’avait plus de ventilation artificielle, moi qui m’attendais à une enfant comateuse pendant huit jours… Et puis, le surlendemain, elle sortait de dix heures de réanimation, à 14 heures, et ce matin elle a commencé à faire ses premiers pas.
«Alors, au moment d’entrer au bloc, euh… psychologiquement bonne approche, puisque je suis allée jusqu’au bloc avec ma fille, dont la dernière image qu’elle a eue, c’état, c’était de moi, et les dernières paroles que je lui ai dites, j’ai dit : “Tu sais Aurore, maintenant, c’est fini, maman ne peut plus t’aider. Je t’ai aidée pour le chirurgien, je t’ai aidée pour l’argent. Maintenant il va falloir te battre, hein ? Alors, chérie, tu penses en t’endormant : Je vais gagner, je vais gagner, je vais gagner.” Elle m’a dit : “Maman, ne t’inquiète pas, je pense que ça va marcher.”»
Question : Elle a six ans et demi ?
«Elle a six ans et demi (rire) oui. Donc, ça c’était à 11h30. L’intervention par elle-même a commencé à midi, quand ils ont commencé à l’ouvrir, à midi. Le greffon est arrivé à deux heures moins le quart, de l’après-midi. Monsieur Yacoub et son équipe ont commencé la transplantation à 14 heures, et à 16h30, la transplantation était terminée.
«Alors à tous ces parents qui ont des enfants à problèmes, comme ça, vraiment… voire incurables, ou dits incurables pendant des années, je… je leur demande de garder l’espoir, et de bien le tenir maintenant, l’espoir, parce qu’on réalise des choses absolument extraordinaires : et surtout d’informer leur enfant, de ne pas leur, leur cacher la vérité, parce qu’ils sont beaucoup plus forts ainsi.»

La mère médiatique à qui nous faisons ici un nom, dans l’intérêt de la science pensons-nous aussi, émule de la fameuse madame Kaufman qui s’est élevée avec une sorte de contentement au statut spectaculaire, et presque à la profession, de «femme d’otage», cache un peu d’embarras tout de même à la manière habituelle de ces êtres-là, c’est-à-dire en mentant avec la plus inepte maladresse. On attribue à la pauvre Aurore la responsabilité de la décision (mais informée par qui donc ? et qui a pu lui apprendre même ce vocabulaire truqué «on n’a pas le choix» ?). Une mère peut désormais déclarer gaiement que si sa fille survit à la fin du mois, elle trouve ça «déjà pas mal». Et si elle passait six mois, alors «on» aurait gagné ! On continue, dans le style du reportage sportif, à nous minuter cette espèce de record. De plus riches font courir des chevaux, mais celle-là n’a trouvé qu’Aurore pour aller mourir sous la casaque de sa mère. On admirera la délicatesse, bien typique de l’époque et de ce milieu social, qui consiste à évoquer à une enfant, et dans ces circonstances, le fait qu’on a trouvé l’argent, et aussi bien le boucher ; et donc qu’elle doit à son tour payer son écot à son sponsor, étant en somme responsable de l’impossible succès. Ici, contrairement à une vieille publicité des pompes funèbres américaines, mourir ne suffit pas. Madame Antoine insinue joyeusement que sa fille était une sorte de surdouée (à six ans et demi), comme elle fut malheureusement à l’avant-garde de la pathologie. Et, dans son narcissisme de la misère, cette gagneuse dit franchement que sa fille fut heureuse puisque «la dernière image qu’elle a eue», avant d’entamer son agonie, c’était l’image, si réussie, de sa remarquable mère.

Guy Debord

Annexe
C’est le Pr Jean Royer, l’un des «grands patrons» de l’hôpital des Enfants-Malades, à Paris, qui l’a appelée, en 1965. Ginette Raimbault, médecin et analyste, travaillait alors à l’Inserm. C’est au titre de la Recherche qu’elle fut déléguée dans ce service de pédiatrie, spécialisé dans les maladies rénales : l’un des plus compétents de France et peut-être d’Europe.
Recherche particulière : celle de l’agonie et du deuil. Le service du Pr Royer était, à cette époque où les appareils d’hémodialyse étaient rares et les espoirs de greffe plus rares encore, un service «en souffrance», confronté chaque jour à la plus inacceptable des injustices : la mort des enfants. La question était : comment vivre ce qui nous est donné à vivre, et y a-t-il un moyen de le vivre mieux ? Un moyen d’affronter ce syndrome d’échec, parce que la mort est un échec ; un moyen d’échapper à cette énorme chape de culpabilité, parce que la mort est une faute, ressentie comme telle par chacun des groupes concernés : faute des parents, qui se sentent coupables de n’avoir pu donner «la santé», faute des médecins, qui se sentent coupables de n’avoir pu guérir, faute de l’enfant enfin, qui se sent coupable, lui, de ne pas pouvoir vivre comme les autres. Et de mourir.
Cette faute compacte, que chacun endossait à sa façon, était comme une maladie supplémentaire. Une confusion de plus dans le chaos de la vie et de la mort. Il fallait que quelqu’un vienne mettre de l’ordre dans l’ambiguïté de l’angoisse. Il fallait que quelqu’un vienne mettre des mots sur ce qui n’est jamais clairement dit. Afin que chacun comprenne sa place, son rôle, dans ce jeu pathétique.
Le travail de Ginette Raimbault fut une tâche de délivrance. Parce qu’elle est analyste, peut-être parce qu’elle est femme, sûrement parce qu’elle possède cette «vertu d’écoute» qui est une des qualités humaines les plus efficaces, elle se mit au chevet des autres. Et, surtout, elle donna la parole à cet Autre qui est en chacun de nous, et dont seul un psychanalyste peut percevoir le discours disloqué.
Exorcisme : elle a écouté les parents — les mères surtout — qui sont, dit-elle, des êtres «démolis». Trop impliqués eux-mêmes par le drame qu’ils subissent pour trouver leur place dans ce drame. Ils cherchent des «raisons» à telle maladie, tel manque, tel mauvais gène. Enquête étiologique bien connue des médecins : tous les parents d’enfants malades sont en quête de pardon. Ils s’accusent, eux, ou accusent la médecine, ou le médecin. Ils vont et viennent dans leurs questions, leur chagrin, à la fois révoltés-résignés, lucides et pourtant sourds, désespérés et pourtant prêts à nier l’approche indéniable de la mort.
L’enfant qui, lui, est «en situation de mourir», essaie de leur dire ce qu’il sait. Et il sait tout. «Presque tous les enfants, affirme Ginette Raimbault, ont une connaissance claire de leur mort à venir.» Ils la ressentent comme l’issue logique à leur destin d’enfants malades habitués à leur seul «bagage de souffrance» : «Ils ne me disent rien, mais je sais», dit Jeannette, onze ans. «Tu sais maman, un jour je partirai très loin et je ne te reverrai plus», dit Camille, huit ans.
Clairvoyance insensée qui renvoie au magasin des faux problèmes notre fameuse question : «Faut-il leur dire la vérité ?»
«Quelle vérité ?» s’insurge Ginette Raimbault. La vérité médicale ? Le brutal calendrier des chances (un mois, six mois, un an) ? La vérité n’est pas celle qu’on dit mais celle qu’on écoute. Celle que l’autre a besoin d’exprimer. Celle qui affleure dans un rêve d’enfant, ou dans des cauchemars, dans l’histoire qu’il invente ou le paysage qu’il esquisse devant nous. Ainsi Gabrielle, onze ans, dessine «une promenade à la campagne». Une sorte de pique-nique joyeux. Les personnages sont nets, les couleurs vives. Elle explique : «Après, on s’amuse, on court, mais c’est dangereux à cause des poteaux.» Et elle trace, sur les deux poteaux qui cernent une barrière, l’inscription «danger de mort». «S’il y avait des fleurs, dit-elle, j’en cueillerais… s’il y avait du pain, j’en donnerais aux cygnes… si je pouvais, je goûterais sur l’herbe. Mais il y a les poteaux, et on pourrait mourir si on les touchait.»
Ceci est la vérité de Gabrielle. Elle n’a pas à être commentée, mais acceptée. Elle n’a pas, surtout, à être «contre-dite» : la contre-vérité, c’est le «bobard», le mensonge, le rejet dans l’angoisse avec ses effets destructeurs. Car, «le plus grand dommage pour l’enfant reste le fait qu’aucune parole de l’entourage ne soit venue lui permettre de nommer l’événement et l’inscrire dans son histoire». Ginette Raimbault ne répond pas à des questions. Elle n’est pas enquêteuse de la peur. Simplement, quand un enfant lui dit : «Je vais mourir», elle ne répond pas «non». Elle demande : «Pourquoi, qu’est-ce qu’il t’arrive ? Qu’est-ce qui te fait penser ça, ce matin ?» Et elle lui donne cette extravagante permission : évoquer sa mort. En lui montrant qu’il a le droit d’en parler, que ce n’est ni tabou, ni honteux. Afin qu’il puisse enfin entendre ce qu’il exige d’entendre de l’autre : «Moi aussi je suis préoccupée par ta mort — je sais que tu… en as peur… la désires… l’attends… voudrais la chasser… que tu espères vivre… Ce que tu vis ne te sépare pas de moi.»
Comptines du «je reste-avec-toi, je suis-proche-de-toi». Réassurance du «Moi aussi je sais». Paroles, ou attitude de non-séparation : car l’enfant désire avant tout «être avec». Il dit : «Ne t’en va pas, ne me quitte pas, tourne-toi vers moi pour que je te voie», car c’est lui qui part. Vers une solitude inconnue. Qu’il pressent, qu’il appréhende, qu’il conjure en demandant d’emmener son ours avec lui : ceux qu’il aime, près de son visage, ceux qu’il n’aime pas, aux pieds.
Suffit-il d’être là ? Oui, mais avec honnêteté. Sans chercher à le berner. Sans lui imposer silence, pour notre seul confort. Raymond, sept ans, le dit : «Les mots, ça reste dedans, ça fait mal.» Si l’enfant ne parle pas de ce qu’il sait, c’est déjà, pour lui, la solitude. «Il ne s’agit pas, dit Ginette Raimbault, de les aider à mourir, mais de les aider à vivre jusqu’au bout.» Donner la main, en somme, pour traverser…
Ginette Raimbault, frêle femme en blanc, poursuit sa tâche, qui est peut-être de réapprendre aux gens que nous sommes à comprendre la mort. Voix douce, très beau regard, elle dit : «Je n’ai pu rédiger mon livre qu’après…» Après quoi ? Après cette période vraiment trop dure où il y avait trop peu d’espoir pour les enfants. Aujourd’hui, grâce à la dialyse et aux greffes, le bilan est moins désespérant. Mais il reste — un peu partout — des enfants malades, et menacés. Il reste que l’hôpital est toujours pour eux un lieu de souffrance et de séparation, qui justifie une «humanisation» particulière. Celle-ci est en bonne voie : il y a maintenant à Villejuif, dans le service de cancérologie infantile, deux analystes à temps partiel, une aussi chez le Pr Jean Bernard, et une dans le service de pédiatrie du Pr Alagille, à Bicêtre.
Ginette Raimbault, elle, a formé une équipe, bien intégrée au personnel soignant. Car le malade est un tout, c’est-à-dire une personne, même lorsqu’il s’agit d’un enfant, et il ne doit pas y avoir d’un côté le médecin qui s’occupe du corps, et de l’autre une dame chargée de prendre en charge, à elle seule, l’angoisse des mourants. L’humanisation, c’est aussi cela : un regard global sur celui qui souffre.
La tâche n’est pas spectaculaire. Il ne s’agit pas d’une invention technique. Elle ne fait pas reculer les coups portés par ce que nous enfermons dans le mot «maladie». Il s’agit seulement de rejoindre, par des voies attentives, ceux qui peut-être ne vivront pas. De partager leur solitude. De les aider à se séparer de la vie, et à assumer l'événement qui s’approche. Dignement.
Tentative pour une mort mieux «vécue» ? Le paradoxe des mots n’est que superficiel… Mais cela nécessite que nous soyons capables, nous, de vivre mieux le deuil qui nous attend.
Geneviève Doucet
Elle, 16 février 1976.


Encyclopédie des Nuisances, tome I, fascicule 9, novembre 1986.

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