mardi 2 novembre 2010

The Road to Nowhere (Português)

Enduring freedom é como, afinal, se chama o novo campeão de vendas da administração dos EUA. Não há dúvida que seja mesmo essa a intenção. Não se trata de uma piada, de nenhuma paródia, de nenhum mau filme. É a sério. E á mortal. Um Domingo destes foi dado o tiro de partida.
Tanto como a Justiça infinita, a Liberdade duradoura pode apenas existir na morte. A única coisa que tem duração é a morte, apenas ela significa a libertação definitiva, nomeadamente da vida. Enduring freedom não é mais que o nome de código para endless death. O carácter necrófilo de um sistema revela-se nas suas prédicas e palavras de ordem. Mesmo que os seus expoentes não o entendam, visto não enxergarem o seu próprio horizonte. Este nunca foi objecto da sua reflexão. O que brilha é a ignorância. A Casa Branca pensa a sua liberdade à semelhança das coutadas de caça eternas. Como infinita e ininterrupta. Freedom – here, there and everywhere! Trata-se de uma ebriedade ímpar, cujas vítimas, porém, só devem ser os outros.
Quando o filósofo Ludwig Feuerbach, o autor de “A Essência do Cristianismo”, soube da terminologia de guerra neo-americana, deu uma volta no seu túmulo e murmurou: “Quem teme ser finito, teme existir. É esta inexistência ideal que os cruzados agora tencionam impingir aos inimigos como uma grandeza real. Se os seus adversários fanáticos são anjos da morte, eles próprios também não ficam atrás. Nem nunca ficaram.
“Culture is to die for!”, de resto, não é um mote de Osama bin Laden – mesmo que lhe ficasse bem – mas é de Samuel P. Huntington. É precisamente este o filme de cowboys que todos os media presentemente desbobinam. É como um bombardeamento ideológico em larga escala. A nossa visão não deve distinguir-se da televisão. A campanha da morte e a campanha publicitária da liberdade são uma e a mesma coisa. Uma nem seria imaginável sem a outra. É que o pensamento não é de todo imaginável em tempos de uma loucura global que, afinal, conhece as suas racionalidades económicas de mercado. Os sujeitos produzidos pela indústria cultural são ávidos, mas não de conhecimento. Nem sequer querem saber o que recebem ou contra o que fazem guerras. O que interessa é a vingança!
A liberdade capital deve ora, portanto, ser perpetuada por uma acção que designa por liberdade primariamente a morte que ela não trará apenas no futuro, mas que já vinha trazendo. A catástrofe humanitária no Afeganistão já tinha começado antes da acção militar ter sido posta em marcha. O conjunto formado por medo e fome, por fuga, miséria e doença ocasiona os seus efeitos. A este propósito, não só se dedicam minutos de silêncio às vítimas como até por estas bandas se realizam dias de silêncio dedicados aos ditos “danos colaterais”. Para tal, simplesmente não existe consolação. A palavra “falta de consolo” revela toda a dimensão da tragédia.
Se as crianças e os tolos dizem a verdade, Bush júnior e os seus combatentes de Deus fazem parte desse lote. Eles são os verdadeiros aiatolas da liberdade. O vociferar ultimativo bem revela o carácter do seu pessoal. A vertigem religiosa no Talibanistão e no Americanistão é de uma estrutura muito semelhante.
To endure significa, no entanto, também aguentar, passar por, suportar, sofrer. É precisamente isso que a liberdade ocidental tem em mente para os outros. O Império tornado inseguro vacina-se com palavras marciais. Quanto mais estúpida é a terminologia, mais ela denuncia os seus portadores. “Que a desforra se reconheça em mim!” (Dante) seria o imperativo do momento. O palrear autista acerca da liberdade, porém, não provoca um riso libertador, mas ainda continua a produzir compreensão e concordância e, por vezes, até aplausos frenéticos. Esta constância contém toneladas de casmurrice, mas nem um grama de conhecimento. O território da falta de tino é praticamente infinito. O seu alargamento parece ser a mãe de todas as obrigações, tanto no Oriente como no Ocidente.
Podemos imaginar a acção punitiva aproximadamente da seguinte forma: à frente ouvem-se o ruído das metralhadoras e as explosões das granadas, ao passo que de trás se ouvem os Talking Heads a sair das colunas: “Well we know where we’re goin’/But we don’t know where we’ve been/And we know what we’re knowin’/But we can’t say what we’ve seen.” É o que diz a estrofe. O refrão vai: “We’re on the road to nowhere/Come on inside.”

Publicado em www.krisis.org em Setembro de 2001

Franz Schandl 
Tradução: Lumir Nahodil

Emancipation under Conditions that the Left Didn’t Want

Generalized Resource Shortages as a Historical Crisis of the Social Formation of Capitalism       

“If there is a lack of appropriate analysis of environmental processes and societal relations to nature because they don’t fit into the wishful thinking of ‘eternal capitalism,’ dangerous ways of ideologically processing the crisis can gain momentum.”
Rising prices for food are increasing hunger, a global recession is waiting in the wings, and at the same time, energy is getting more and more expensive. Within only a few years, the terrain has changed dramatically for left movements. Nonetheless, many people are still holding on to well-known formulas. Unfortunately, they don’t fit the new circumstances.

1. The Age of Peaks
Rising oil prices are debated in very contradictory ways. Some claim that OPEC’s market power is the main source of sky-rocketing energy prices; others criticize the role of speculation or blame oil companies, demand in developing countries, or the war in Iraq.
Studies indicating that rising fuel prices could already be a consequence of peak oil, the maximum rate of oil production, go almost unnoticed. The Energy Watch Group dates peak oil back to 2006; others place it in the coming years. In fact, the crisis isn’t going to wait until the last drop of oil is being pumped out of a Saudi oil field, but begins when the rate of oil production starts to decline and neither the existing demand nor, for that matter, a growing one, can be met. After the peak, oil production will be cut back each year at a rate of two or more percent.
The IEA’s message that the global economy is headed for a “supply crunch” has also gone nearly unnoticed. Similar tones are heard from the company Total, which claims that oil production is becoming more difficult all the time. Even EU energy commissioner, Andris Piebalgs, has warned about peak oil. Nothing like this enters the common debate on climate change or registers within mainstream eco-movements. One might wonder about this, since high oil prices were seen as the magic bullet for ecological transformation. Is it possible that even the Greens have secretly based their aspirations on black gold?
Be that as it may, peak oil is only part of the problem. The Energy Watch Group places global peak gas and peak coal in 2025. In Europe, as well as the US, definitive regional peak gas will come earlier. In any case, other fossil fuels will become more expensive when demand is transferred to them, all the more so because the effort necessary to produce gas and coal will increase.
Fossil fuels make up about 80% of worldwide energy use. The lion’s share of renewable resource use is in the traditional use of firewood in the global South. Gas and oil are also the main raw materials for chemical industries. Synthetics, pharmaceuticals, and pesticides are produced from crude oil, and nitrogen-fertilizer manufacturing requires gas (or coal) as well.
Thus we not only have an energy problem, but we also need to reorganize our material flows. Consider the need for synthetic fiber in the textile industry and you can imagine how much of the earth’s surface will be grazed by sheep or covered with cotton or hemp in order to replace oil with biological raw materials. The more surface is needed for material use, the less remains for food production. This dilemma becomes even more dramatic as climate change reduces productivity in agriculture and nutrient fertilizer becomes increasingly scarce after peak gas is reached.
The upshot: as soon as the “underground forests” of fossil materials grow thin, only surface expansion will remain to make up our material and energy needs. But the world is round and expansion of the energy and material consumption of the few will cost the lives of many, especially if fossil fuels are to be replaced by biomass.
2. From Accumulation to Depreciation
Besides oil, the prices of many kinds of metals are also rising, and the renewable energy system needs a lot of them. Small wonder, then, that the number of newly installed wind-power plants in Germany is declining and that increasing raw-material prices are also hampering the expansion of solar power. To understand why so many activists and theoreticians on the left are fixated on growth, consider a simple fact: the ostensible ecological transformation of capitalism is only possible if it includes profit and growth. It is, however, a mistake to assume that capital will switch to renewable resources on its own as soon as fossil fuel prices rise. The reality is not so: with rising fuel prices all prices rise. Renewable resources won’t become attractive by themselves, and in a global recession, the financial means for green investments will disappear as well. Ecological reconstruction will be left in nothing but half-finished ruins.
If we are to proceed in our reality check, we also have to see that the whole system of energy distribution and use is adapted to fossil fuels: pipelines, oil tankers, all possible motor engines, and simple heating installations. Reconstructing energy provision will not be enough. Massive reconstruction of all of our technologies and infrastructure is required. Of course, as long as capitalist relations of production exist, this rebuilding is only possible if there are real and expected profits. This basic fact constrains state budgets and green government policies as well.
Apart from the bottleneck of capitalist valorization, there exists also a material transition problem: if too-small quantities of fossil resources are invested for constructing renewable material and energy systems over too long a time span, they will, at some point, no longer be sufficient to produce materials and energy in amounts comparable to today. By contrast, scarcity will intensify and growth will slow down if too many fossil (and mineral) resources are directed toward ecological restructuring in too short a time.
Fordism has not only shifted its contradictions towards its periphery, but even into the future. In the 20th Century, intense social struggles led to a specific mode of conflict management that consisted of polluting nature in accordance with growth. This productivist social contract between capitalists and the working class came at cost to the natural resources necessary for survival. Now it is coming back to haunt us, in the form of climate change et al., in the centers of the capitalist world-system as resources become scarce. At this point social struggles rise again.
As a result, the perspectives of those who bet on a new accumulation regime, in the wake of the fossil-fuel regime, will grow scarce. It is not only clear that the internal contradictions of capitalism have no potential for liberation, but it is precisely this contradictory dynamic that resulted in the increased appropriation of nature. Moreover, it is also clear that capitalist-bourgeois society is not suited for its self-transformation in a Hegelian sense of “Selbstaufhebung,” but for its self-destruction. Accumulation of capital is also the accumulation of waste and the depletion of natural resources. The empirical data are unambiguous in this regard. It has to be just as clear: an absolute reduction of consumption, emissions, and waste production is impossible as long as capital accumulates.
When the value of fossil (and metallic) raw materials increases because the extraction continuously grows more expensive and brings in smaller returns on investments, the value of societal capital is likewise affected. The value of the means of production increases, including equipment for the extremely capital-intensive and increasingly energy-intensive oil sector while the value of labor power increases as long as the commodified standard of living remains fairly constant. Under this assumption, the amount of time expended on social reproduction increases causing unpaid labor time to be reduced. Consequently the rate of surplus value falls, being nothing other than the relationship between unpaid to paid labor time. Likewise, the degree of value composition of capital, i.e. the relation of dead to (paid) living labor ” a relation expressed by capital intensity in terms of prices ” will probably increase. But even if we suppose the degree of value composition remains stable, the profit rate will inevitably fall.
The only solution would be to extend labor time, to enhance labor intensity and reduce the standard of living considerably in terms of commodities – provided that the surplus value rate then increases faster than the degree of value composition. However, this 19th-Century accumulation strategy risks everything in the face of social upheaval, and, most of all, it cannot valorize the fossil-driven capital at its existing scale.
Unlike previous crises, this ecological crisis of capital is not paving the way for a new phase of accumulation because it is not just destroying abstract economic value as expressed by money, but also the use value of the affected assets in particular. Destruction of value, as is the normal case in a capitalist crisis, leaves use values – infrastructure, machinery, commodities etc. – mostly untouched. Hence it improves the conditions for surviving capitals to accumulate.
Even if there is a new upswing in a particular region or sector, resource peaks will limit it. Any restricted upswing would also occur on a reduced level of output. Instead of a new regime of accumulation, there comes a global regime of depreciation. Seen from the perspective of capital, the best case would be an “accumulation in retreat,” functionalizing the rest of the world from the metropolitan bastions in order to change the resource basis in the form of oil and biomass imperialism, thus “financing” energetically the resource-intensive transition to renewable resources on an industrial scale in the global North.
3. Fetishizing the Crisis
Because the left is still a modernization movement, it has, if anything, a harder time focusing on the age of peaks than the ruling classes. Capitalist relations of production are essentially secondary for the safeguarding of domination. Only access to resources and to people’s living time must be guaranteed and their exploitation sufficiently legitimized.
So we must avoid watching out for a new regime of accumulation that will never come, because in doing this, we lose precious time to adapt to the new situation while the ruling class will use it for a fundamental restructuring. The other danger is that, in misinterpreting the current developments, the left gives space to ideologies fetishizing the ecological crisis. If there is a lack of appropriate analysis of environmental processes and societal relations to nature because they don’t fit into the wishful thinking of “eternal capitalism,” dangerous ways of ideologically processing the crisis can gain momentum. Such crisis reactions can easily be used to legitimize repression, resource wars, and annihilation of human life.
We all know that according to the dominant perspective, which is by no means the perspective of the dominant classes alone but also that of the dominated, the level of investment and consumption of the global North can never be the cause of misery. It is much easier to blame the Chinese or even overpopulation. A new fetishism is already visible, one that does not recognize the crisis of societal relationships with nature as such, but declares a part of society as part of the realm of nature. In the age of peaks racism and sexism might overtake anti-Semitism as the classic crisis ideology in the capitalist metropoles.
4. Socio-ecological Condensations
Despite the fact that climate change and peak oil are just two sides of the same mode of consumption and production, those two debates are, for the most part, strictly separated. When they do converge, a rationing discourse emerges. The cap-and-share approach of FEASTA (The Foundation for the Economics of Sustainability), for instance, aims at regulation that grants all individuals, without any conditions, the same portion of emission rights (with a declining rate each year). The Irish government is already interested in this approach. David Fleming’s concept of Tradable Energy Quotas has been discussed by British politicians.
FEASTA proposes an egalitarian solution to the problem of energy shortages and the reduction of greenhouse emissions that amounts to a de facto socialization of businesses’ fossil resource inputs. In contrast to FEASTA, David Fleming plans to endow the state apparatus, as well as private business, with a total of 60% of fossil rations and emission rights a priori – a portion that the state and business would, however, have to purchase by auction. Approaches like Richard Heinberg’s Oil Depletion Protocol explicitly propose to ignore issues of social domination in the face of the crisis. The social and ecological questions congeal in the form of a new terrain of social struggles, comprising options for emancipation as well as many traps.
The age of peaks is changing the material-ecological conditions fundamentally, irreversibly and without precedent. The left, which has grown up with fossil resources, must adapt to these conditions as quickly as possible. This must also lead to a reconsideration of perspectives, strategies, and models of emancipation. Do “progress” or “liberation” from a supposed “realm of necessities” still make sense?
It is doubtful. As a left perspective in the age of peaks, reduction is on the agenda instead of growth. Infrastructures and social relations, which expanded during the 20th Century based on continuously expanding fossil resources, are literally made of desert sand. It is time to get rid of this dead weight.
What will sound unreasonably demanding to many is, to the contrary, a historical opportunity. Not only does it force us to do “what we always wanted to do,” i.e. live better instead of producing more, work less and drastically reduce fossil fuel consumption; but it also creates a real and very rare possibility: The structures of social domination must fundamentally reorganize themselves, and so become vulnerable. From there, they can continue in a new social form with a stationary “economy” on a renewable basis, or we can abolish them altogether.
deutsche Version
Andreas Exner, Christian Lauk & Konstantin Kulterer          KRISIS
Translation: Joe Keady

ACTION A LA SORBONNE


Action en cours à La Sorbonne ; un piquet d’étudiants grévistes vient d’être débloque, 8H20, par les non-grévistes que les  nervis et vigiles ont laissés entrer par petits groupe, sous surveillance civils. 
Dispositif policier extérieur renforcé.
9H10, le blocage de l’entrée du 17 Rue Cujas tient toujours ! ( le blocage de l’entrée du 54 Rue Saint Jacques a lui explosé vers 8H20 sous l’action des petits groupes de provocateurs non-grévistes filtrés par les vigiles, sous la surveillance des civils )
Le mur de la Honte sera t-il de retour ?
Remember CPE 2006

Rassemblement devant le Medef de PARIS le mercredi 3 novembre à midi

 

lundi 1 novembre 2010

Aux Parisiens et gens d'alentours, prenons la rue dès mardi 2 novembre à 14h30


Le mouvement de ces dernières semaines a permis de vérifier à grande échelle que, si brutalement réimposée par des dizaines d’années de restructuration capitaliste qu’elle soit, la triste perspective d’avoir à perdre sa vie pour la gagner n’était pas pour autant devenue plus désirable.
Mettre en cause le droit à la retraite radicalise la violence de rapports sociaux profondément destructeurs : vivre un temps enfin libéré de l’exploitation devrait être un privilège que les sociétés d’assurance seront chargées de monnayer tout au long de la vie. Par là, c’est l’horizon d’un temps retrouvé que l’on obscurcit encore davantage.
 
Au sein d’un refus généralisé qui cherche encore les moyens de s’affirmer plus largement et de façon plus décisive, la force du mouvement a jusqu’alors reposé d’une part sur une partie des catégories (cheminots, salariés des ports, de la pétrochimie) à la fois parmi les plus aptes à bloquer l’économie et aussi pour lesquelles ce temps libéré de l’exploitation reste tangible du fait de pouvoir jusqu’à aujourd’hui sortir de l’emploi avant 60 ans sans devoir dépendre de très chiches allocations chômage, et, d’autre part, sur les entrants dans le salariat que sont les lycéens, eux qui sont soumis à l’emprise sur la vie d’un temps de travail (le scolarisé a à se produire comme force de travail) non reconnu comme tel. (Parmi les revendications opposées à la réforme, nul hasard alors à ce qu’il soit entre autres choses réclamé que les années d’école effectuées soient comptabilisées comme trimestres ouvrant droit à la retraite.)
 
Chacun a bien compris, au point que les voix officielles elles-mêmes ne manquent pas d’y faire allusion, que ce qui est en cause a pour effet de rassembler au-delà de toutes les catégories et concerne toutes les générations, et cela non seulement théoriquement mais en pratique. Les divisons réelles d’une population que l’on voudrait ordonner selon une lutte des places, des rôles et des identités, toujours exploitées politiquement, ne fonctionnent actuellement que très mal.
 
Même la classique diabolisation des «casseurs» paraît cette fois de peu de portée : chacun a en ce moment plus clairement conscience d’être quotidiennement frappé, cassé, apeuré, réduit au silence, blessé par de bien plus violents mécanismes que l’anecdotique chute de quelques vitrines où les superficielles blessures de poulets en bleu ou en civil. Chacun sait que face à la sauvagerie de cette violence subie, il n’y a aucune évidence à faire montre de retenue. La violence exercée contre ce monde s’en trouve difficilement blâmable, sauf à entrer dans un débat politique sur les modalités de son usage et le choix de ses cibles.
 
L’érosion des frontières bien apprises, incorporées, qui séparent la population des dominés est avec l’adoption de la modalité du blocage l’une des principales richesses d’un conflit en cours dont tous les organes de la domination s’évertuent à annoncer la fin pour tenter de la faire advenir. La présence sur les blocages, comme dans les assemblées générales interpro, de chômeurs et précaires a priori déjà privés de tout autre droit à la retraite qu’un minimum vieillesse misérable accessible seulement à 65 ans confirme, si il en était besoin, que c’est tendanciellement une majorité de la population qui, non seulement ne veut pas de cette réforme et du monde qui l’instaure, mais cherche, encore et toujours, y compris dans les plus grandes difficultés (pauvreté, temps quadrillé par l’emploi et le contrôle social, freins à la possibilité et à la portée de la grève, dispersion, répression, hostilité des organisations instituées vis-à-vis de l’auto-organisation des premiers concernés, etc.), à affirmer pratiquement ce refus. La force de cette cause réside dans cette recherche. C’est de là qu’il nous faut partir. Déjà, ces retrouvailles avec la durée constituent une angoissante et magnifique sortie du présentéisme qui tient lieu de temporalité générale à notre domesticité éternisée.
 
De l’école à la retraite, du chômage à l’emploi, la concurrence de tous contre tous structure la vie du plus grand nombre. À tel point que les formes de solidarité efficaces sont désormais l’apanage des nantis, seuls aptes en temps ordinaire à défendre et promouvoir leurs intérêts et leurs aspirations. Face à ce collectivisme réellement existant, lui qui se charge d’imposer aux autres l’égoïsme individuel pour tout horizon, l’orientation défaitiste d’une intersyndicale plus soucieuse de représentativité, de respectabilité et de compromis que du sort de ses mandants supposés vient redoubler une atomisation que les pratiques actuelles critiquent en acte.
 
La situation à Paris, et dans une certaine mesure, dans la région, sont parmi les fruits empoisonnés d’une morphologie fonctionnelle à la domination : police, direction des organisations politiques et syndicales, mass média, concentration de capitaux, tout concourt à dépeupler le désert qui nous tient lieu d’habitat, parce que tout ici conspire à la privatisation de l’existence.
Pour qui survit ici, englué dans ce maillon faible du mouvement, là où la liaison entre réalités sociales diverses est des moins faciles, là où le territoire est plus qu’ailleurs dominé par la logique capitaliste et le pouvoir d’État, il y a un défi à relever collectivement : ce que les luttes en région nous apprennent, que pouvons-nous en faire ici ? Serons-nous capables de bloquer des galeries marchandes ? D’aider des salariés à débrayer ? De bloquer des plates-formes logistiques ? Et comment le faire face à l’énorme mobilisation policière qui prévaut en nos terribles contrées ? Pourrons nous instituer des rendez-vous réguliers qui permettent à chacun selon sa disponibilité de rester lier à une collectivité en devenir, à une communauté de lutte ? À quoi les tentatives réalisées ici se heurtent-elles et qu’est-ce qui permettrait d’y parer ? Faut-il dès maintenant inciter tous ceux qui ne peuvent faire la grève reconductible à multiplier les courts débrayages, les arrêts maladie ? Comment gagner le temps de s’organiser et de nuire au capital ?
 
On a vu lors des manifestations à l’appel de l’intersyndicale, lorsque d’aucuns en ont heureusement pris l’initiative, une disponibilité à ne pas se borner au cadre de la protestation instituée s’est traduite par des manifs prolongeant les cortèges officiels (mais sans doute dans une faiblesse trop aisée à disperser pour le pouvoir), par de multiples assemblées, par la circulation de n’importe qui dans divers lieux de lutte et par de trop rares actions de blocage.
 
On a vu des lycéens aller débrayer des étudiants, les appeler à la grève, les emmener en manifestation. On a vu des scolarisés de banlieue manifester jusqu’à la capitale de leur propre chef (de Montreuil au 20e, sur les Champs, au Sénat, ailleurs encore), réalisant avec bonhomie et entrain ce crime de lèse-capitale, cette incursion au centre, que l’État cherche précisément à prévenir et empêcher depuis des décennies (1986, CIP, CPE) et en permanence (il suffit de constater le niveau de répression auquel ont été soumis les manifestants lyonnais place Bellecour…).
 
Aujourd’hui, il n’y a pas d’autre choix pour continuer que de parier sur une reprise de la mobilisation des lycéens dès jeudi, et de ne pas laisser les organisations officielles et en l’occurrence socialistes «de lycéens» (c’est-à-dire d’un parti qui s’est prononcé «contre l’assistanat» dont les retraités sont aujourd’hui accusés de jouir en dispendieux parasites, tout comme ce fut le cas des chômeurs sous Jospin), les syndicats de profs et autres, les orgas de parents d’élèves, dépolitiser la situation qui s’y construit comme ils ont commencé à le faire sous prétexte d’«accompagnement» ; pas d’autre choix que de contribuer à la constitution progressive d’un «mouvement étudiant» (souvenons-nous que la lutte contre le CPE avait mis des mois à se mettre en place après l’adoption de la loi), pas d’autre choix que de chercher tous les moyens pour que le refus persiste à s’affirmer.
 
L’appel de l’AG de la fac de Tolbiac à manifester ce mardi à 14h30, de Jussieu à la déchèterie bloquée de la rue Bruneseau (Paris 13e), parce qu’il ne se borne pas au respect de l’agendadodo de l’intersyndicale, parce qu’il provient d’une assemblée, parce qu’il prévoit d’organiser des blocages, parce qu’il cherche à se lier avec des grévistes, parce qu’il préfigure ce que pourrait être le retour des lycéens dans le mouvement en même temps qu’il s’adresse à des étudiants encore trop indécis, est un rendez-vous qui peut revêtir une grande importance politique pour la situation «parisienne», et de ce fait même, pour le mouvement d’ensemble.
 
En cette journée des morts, nous avons un petit moment pour envisager ce que sera notre résurrection et prévoir de la jouer dès ce premier jour ouvré de novembre. Alors ce serait pas mal que chacun appelle toutes ses connaissances à venir ce mardi à 14h30 et qu’on s’y retrouve le plus nombreux possible. Si cela se passait au mieux, se décideraient aussi dans la foulée des actions à mener pour la rentrée lycéenne, vis-à-vis de telle ou telle grève (celle des agents de Pôle emploi ce 9 novembre par exemple), de telle ou telle question.
 
D’aucuns nous parlent de la votation de 2012 comme du débouché de ce qui a eut lieu et ne pourrait se prolonger que dans les urnes. Mensonge. Ces prolongations-là ne sont pas l’affaire d’on ne sait quel arbitre mais des acteurs eux-mêmes. Il est encore et toujours temps de voter avec nos pieds, ici et maintenant, de circuler, palabrer, s’organiser et bloquer, bloquer encore ce qui nous entrave.                                                                             Indymedia Paris
 
Piquets volants, bloquons l’argent,
piquets mobiles, bloquons la ville !
1er novembre 2010. 
Après 2500 arrestations, les procédures judiciaires se multiplient. Des condamnations à de la prison ferme ont commencé à tomber.  
Donc, si ce n’est fait, prenez connaissance et diffusez ce pense-bête «manif & garde à vue».

Gross Social Happiness

Deutsche Version

The new magic formula against poverty, unemployment and all other grievous dislocations is: “Invest in Social Capital. Enjoy immediate profit, the personal surplus value of voluntary activity. You, dear entrepreneur, create social and ecological surplus value.” Sociology has discovered “social capital” as a wonder cure.
People with an intact social network, many friends (and at least nine persons whom they can call in the night) and active charitably, with a high income and a secure job are optimistic and happier in all situations in life than others. This is analogously true for societies. Those regions in which persons live with high social capital are on a successful economic and political course. Social capital has dangerously disappeared in the last years and decades. Still through a stimulated “social capital research,” every citizen should be animated to re-appropriate this “quickly renewable resource.” Social capital is the trendy word for voluntary activity, “social competence” and “social engagement.” If these are lacking, the costs of the welfare system explode. Every individual and the communities should take responsibility – instead of delegating the problems to the “system” and worry about ecological and social concerns. This is urged by Agenda 21 and by groups that consume fair trade products and eco-electricity or propagate the coolness of public transportation. Obviously the macro-plane must be included. In the whole economy, there should be more cooperation and less competition, more sustainability and less conventional monetary striving for gain.
In his extolled work “New Values for the Economy. An Alternative to Communism and Capitalism,” the leading thinker in the cause of capital reification Christian Felber, co-founder of Attac Austria, celebrates how easily the economy can be turned to the better. With its sky-blue book cover, the book follows his earlier bestseller “50 Proposals for a Just World.” “While most of the proposals are positive, they all encounter a common obstacle: the profit-interest of powerful corporations.” Still this contradiction can be removed. The legislators (!) only need to give other goals to private businesses, rewarding them for their public interest instead of their profit making. Then the “hocus pocus” of the growth pressure in the economy would be unnecessary because one business would no longer have to realize a higher profit than the others or devour one another. The annihilation competition would be extinguished. Capital would change from an end to a good means.
Even the World Bank is calculating wealth no longer only in GDP but increasingly including social criteria. In remote Bhutan, the absolutist-Buddhist kingdom, new happy democratic times appear. The sociologist, cultural anthropologist and extraordinary university professor Andreas Obrecht explored the cultural, social and economic effects of the electrification of this backward country carried out with Austrian development cooperation. In his radio feature (2008), he reported how the remote village population – that hardly came in contact with money – first learned to rightly value their work. To pay for the furnished electricity, they have to objectify themselves from now on in paid labor. This circumstance is registered pointblank as a success by our researchers. Obrecht emphasizes how the “gross social happiness” begins to multiply. Like many others, he also speaks of spirituality in this connection. Sometimes it is of Buddhist origin but always involves solidarity with a greater whole arising through the new value community. Investment should be in social capital, which includes spirituality, and not in short-term pleasure.
Can all these positively applied terms from the capitalist economy be imagined “garnished with religion”? Don’t alarm bells ring for critics? Seeing the connection and effects of capitalist conditions and questioning its foundations is manifestly such a great taboo that no costs and efforts are spared in bending capitalism, stylizing it as colorful and flavoring it to be tasty so it can be presented as a humanized, ecological and tamed alternative. All this recalls the esoteric movement. It also positively remodels everything unbearable and grievous. For example, the oppression and discrimination of the woman should be annulled by means of spiritual eco-feminism by describing the feminine as outdated and the rescuer. All this very superficial criticism is obviously fruitless… “One cannot solve problems with the way of thinking that created the problems.” Without this helpful discovery formulated by Albert Einstein, nothing will change for the better.
http://www.krisis.org
Maria Wölflingseder 18.01.2009
(Abridged translation by Marc Batko, published at miami.indymedia.org)

Qu’est-ce que la valeur?

De l’essence du capitalisme
 – Une introduction

Les premiers théoriciens de la valeur furent les grands pontes de l’économie bourgeoise, Adam Smith et David Ricardo. Ils partaient du point de vue que le travail nécessaire pour réaliser un produit constituait sa valeur. Le travail écoulé, dépensé, se retrouve d’une certaine manière dans la marchandise et lui donne ainsi la qualité de posséder de la valeur. Smith et Ricardo ne voulaient ou ne pouvaient pas répondre à la question de savoir pourquoi, somme toute, dans les sociétés de production de marchandises les produits reçoivent une qualité valeur. La réponse à cette question fut donnée par Karl Marx, critique du système de production marchand. Chez lui aussi l’explication de la valeur part de l’analyse de la marchandise. Qu’y a-t-il alors de si fondamental à découvrir dans la marchandise?
Contrairement à un produit, la marchandise se définit par le fait qu’elle peut s’échanger contre une autre marchandise. La marchandise, un marteau par exemple, n’a donc pas seulement la qualité d’être faite de bois et d’acier et de permettre d’enfoncer des clous dans le mur. En tant que marchandise, le marteau possède la “qualité” d’être échangeable. Qu’est ce que ça signifie?
Pour garder cet exemple, comment échanger un marteau contre une bouteille de bière? Bière et marteau sont deux objets totalement différents qui ne servent pas à satisfaire le même besoin. Leur différence peut être d’importance pour celui qui veut boire une bière ou celui qui veut planter un clou dans un mur. Mais pour l’échange, en tant qu’opération logique, leur utilité concrète n’est pas pertinente. Dans l’acte d’échange, il s’agit d’échanger des choses égales ou des équivalents. Si ce n’était pas le cas, on échangerait sans hésiter un morceau de beurre contre une voiture. Mais tout enfant sait qu’une voiture a plus de valeur. Manifestement ce n’est donc pas l’attribut qualitatif d’une marchandise (sa nature concrète ou sensible) qui rend l’échange possible. Bière, marteau et voiture doivent donc posséder quelque chose qui les rend semblables et ainsi comparables.

Qu’y a-t-il de comparable entre une bonne bière et un marteau solide?

Tous deux n’existent que parce qu’un être humain a dépensé de l’énergie pour leur fabrication. Mais il ne s’agit pas ici des activités concrètes que la fabrication d’un marteau ou de bière nécessite; car comme telles elles sont complètement différentes. Les activités ne deviennent identiques et comparables que lorsque l’on fait abstraction de leur nature concrète. Il ne s’agit plus du procédé concret du brassage de la bière ou de la fabrication d’un marteau mais uniquement du fait que de l’énergie a été dépensée. Marx utilise pour cela le terme de “travail abstrait”. Le travail abstrait, selon Marx, s’objectivise dans la marchandise et crée sa valeur. Pour pouvoir appréhender la valeur d’une marchandise, il faut donc mettre de côté toute apparence concrète du marteau. Ce qu’on tient alors dans la main est un petit tas bizarre, abstrait, d’énergie humaine dépensée.
La marchandise possède ainsi une double nature. Elle est d’une part une chose concrète et sensible, d’autre part une “chose-valeur” purement quantitative et abstraite. Marx appelle le côté concret-sensible d’une marchandise, la valeur d’usage. Pour lui, la valeur d’usage est une catégorie transhistorique. Mais en réalité la valeur d’usage est soumise au diktat de la valeur de plusieurs manières. Premièrement, on produit seulement des choses qui peuvent être mises en valeur ou réalisées indirectement à travers la valorisation. Deuxièmement, le diktat de la valorisation domine le processus de production lui-même. Processus de fabrication et produit sont organisés en vue de la valorisation. On constate que la production et les produits sont réalisés en fonction du diktat de l’efficacité économique abstraite. On peut donc en déduire que la valeur d’usage n’est que l’expression concrète de l’abstraction de la valeur. La valeur d’usage ne représente de l’utilité que dans un sens abstrait: une bombe par exemple est aussi une chose concrète-sensible avec une certaine utilité. Et les scandales actuels dans l’industrie agro-alimentaire montrent que l’affirmation de Marx, selon laquelle les petits pains fabriqués dans une société féodale ont le même goût que ceux fabriqués par le capitalisme, ne tient pas debout. La valeur d’usage doit donc être redéfinie, non plus comme une constance transhistorique, mais comme appartenant à la marchandise.

Comment mesure-t-on la quantité de valeur?

Il paraît clair que le temps, dépensé en énergie humaine, nécessaire pour la fabrication d’une marchandise, joue un rôle. Mais là, il y a un problème: il ne viendrait pas à l’idée d’un fabricant d’automobile, par exemple, de travailler moins vite pour augmenter la valeur de son véhicule; ce qui d’ailleurs ne marcherait pas. Il doit se confronter à la concurrence et au niveau technique et scientifique de production d’automobiles. On peut donc dire que la grandeur de la valeur est donnée par la quantité de travail abstrait, dépendant de la moyenne du niveau de productivité sociale. Nous savons maintenant grâce à Marx que le temps de travail abstrait, dépendant du niveau de productivité, définit la grandeur de la valeur. Mais comment peut-on exactement calculer cette grandeur? La réponse est simple, on ne peut pas. Il existe bien des places de travail où l’on doit pointer et d’autres où le temps accordé à chaque activité est contrôlé, mais il n’existe tout simplement pas d’instruments de mesure pour définir le temps de travail abstrait et encore moins le niveau de productivité moyen. Qu’on puisse quand même coller un prix sur chaque marchandise, comme on peut le voir dans les supermarchés, vient du fait que prix et valeur ne sont pas identiques. On pourrait dire que la valeur est le cordeau d’acier autour duquel les prix circulent.

Qui définit quelle marchandise a quelle valeur?

La réponse est aussi simple qu’irritante: ce sont les marchandises elles-mêmes. La folie de cette affirmation saute aux yeux. Des choses n’ont par essence pas de volonté propre et peuvent encore moins prendre des décisions. Mais d’une certaine façon, ça se passe quand même ainsi. Pourquoi? En échangeant quotidiennement leurs produits, les gens, dans la société bourgeoise, mettent à égalité leurs activités. Cette mise en équivalence donne aux produits la propriété fantomatique de posséder de la valeur. Cette qualité est fantomatique parce que le produit ne possède pas, de par sa nature, de valeur. La valeur d’une marchandise, par exemple d’un diamant, ne peut pas être découverte, même par une analyse de ses atomes puisqu’on ne trouvera que des atomes de carbone. Nous sommes donc confrontés à un paradoxe: la valeur est à la fois existante et inexistante. Les choses ne possèdent pas de valeur naturellement, seule la pratique d’échange entre les humains fait naître la valeur. Les comportements des gens deviennent ainsi paradoxalement une “qualité” des choses. Ces rapports “rentrent” dans les choses et “animent” le corps des marchandises qui peuvent alors se “comporter” par rapport à d’autres marchandises.

Pourquoi la valeur est-elle un fantôme?

Le rapport social entre humains se renverse en un rapport entre les choses. Ce rapport des choses peut évidemment être seulement une apparence, mais il s’agit d’une apparence réelle ne pouvant se dissiper que quand les gens arrêteront d’entrer en relation sociale de cette manière très spécifique. Marx appelle cette incapacité de n’entrer en relation sociale qu’à travers “des produits de la main humaine” le fétichisme de la marchandise. Le fondement mystico-fétichiste de la société marchande “éclairée” trouve une analogie dans le domaine de la religion. “C’est seulement le rapport social particulier des gens qui prend pour eux ici la forme fantasmagorique de rapport de choses. Pour trouver une analogie, il faut donc fuir dans les ténèbres du monde religieux. Là les produits de la tête humaine paraissent être animés d’une vie propre, des personnages indépendants ont des rapports entre eux et avec les humains. La même chose se passe dans le monde des marchandises avec les produits de la main humaine.” (K. Marx, Le Capital I). Dans des sociétés dominées par les totems, les dieux de la nature, Dieu ou la marchandise, la synthèse sociale ne se passe pas sous une forme de communication sociale immédiate. Elle se réalise indirectement et inconsciemment, en se référant à quelque chose d’apparemment “extérieur” qui semble, indépendamment de l’activité consciente de l’humain, structurer le lien social comme une matrice. Cette matrice n’apparaît pas comme une relation faite par les humains, mais comme un rapport quasiment naturel, obéissant aux “lois de la nature”. Mais cette soi-disant loi de la nature n’est rien d’autre que la propre forme sociale à travers laquelle les humains, dans la société marchande, se réfèrent les uns aux autres. Ainsi ne suffit-il pas que cette forme inconsciente devienne simplement consciente. Il s’agit bien plus de changer la forme de la pratique sociale des rapports entre les humains, de sorte que le processus de médiation humain-humain et humain-nature soit accompli dans des processus de communication conscients.

La production de marchandises: d’un phénomène marginal vers….

Même si la majorité des sociologues et des historiens bourgeois partent du point de vue qu’échanger fait partie de la nature humaine, l’échange de marchandises dans les sociétés prémodernes n’était pas le principe de socialisation. Là où il y avait de l’échange, il s’agissait d’un phénomène marginal. Les sociétés prémodernes étaient des sociétés basées sur l’économie de subsistance et disposaient de différentes formes de distribution des produits, comme par exemple des liens de dépendance, de pouvoir ou personnels. C’est une caractéristique des sociétés capitalistes que l’échange soit devenu le seul principe du “métabolisme de l’homme avec la nature”. Historiquement, l’échange est resté un phénomène marginal aussi longtemps que les gens disposaient de moyens propres, ou en commun, pour parvenir à la satisfaction de leurs besoins. C’est seulement la séparation violente entre l’homme et ses moyens de subsistance qui rendit possible le capitalisme et généralisa le principe de l’échange. C’est seulement dans le capital que s’accomplit la logique de l’échange. Pour comprendre cela, il faut que nous nous penchions encore une fois sur la valeur. La qualité-valeur des choses naquit seulement de rapports humains spécifiques et inconscients. Un rapport social est devenu une qualité d’une chose. Cette qualité-valeur est le résultat d’une abstraction réelle, qui, elle-même, est une condition préalable à l’acte d’échange. Afin de pouvoir rendre égales et commensurables des choses sensiblement différentes, il faut justement faire abstraction de leur sensibilité. C’est ainsi que des objets sensibles se transforment en des choses-valeurs abstraites, qui ne représentent rien d’autre que des produits d’un travail, dans lesquels ne se trouve que de l’énergie humaine dépensée. La valeur est alors le dénominateur commun des marchandises: de l’énergie humaine dépensée, chosifiée ou coagulée. Les marchandises se comparent les unes aux autres par ce dénominateur commun. La valeur, selon son essence, peut apparaître sur la surface sensible de la pratique sociale dans différents états ou formes. Elle peut apparaître sous la forme marchandise ou sous la forme argent. Dans l’argent, la valeur paraît comme l’intermédiaire pratique entre des marchandises différentes. Un exemple : un boulanger fait des petits pains pour les échanger contre de l’argent. Avec cet argent, le boulanger échange toutes les choses qui lui sont nécessaires pour satisfaire ses besoins. Ici l’argent apparaît comme un moyen relativement inoffensif et pratique. Des marchandises produites sont échangées contre de l’argent et ensuite de nouveau contre des marchandises qui, elles, seront consommées: Marchandises-Argent-Marchandises. La valeur enfile en quelque sorte d’abord le costume d’une marchandise, ensuite celui de l’argent, pour se transformer de nouveau en une marchandise. Mais cette image apparemment idyllique du simple producteur de marchandises n’a rien à voir avec le capitalisme.

…le capital

Qu’est-ce que le capital? Pour que naisse du capital, il est nécessaire de décomposer le mouvement Marchandise-Argent-Marchandise dans ses segments et de le recomposer différemment. Argent-Marchandise-Plus d’Argent. Ce mouvement est le capital. Contrairement au mouvement Marchandise-Argent-Marchandise, où se trouve au moins au début et à la fin la marchandise, et où l’argent n’apparaît que comme médiateur, dans le mouvement Argent-Marchandise-Argent la valeur, dans sa forme d’expression argent, s’est faite elle-même point de départ et d’arrivée du mouvement du capital. Le mouvement Argent-Argent n’a évidemment un “sens” que s’il y a plus d’argent à la fin. La valeur est devenue son but en soi, son instance qui lui donne du sens, elle s’invente un devenir, une fin en soi. La satisfaction des besoins humains est réduite à un simple moyen, un mal nécessaire. La “machine” capital est un automatisme auto-référant ou, selon Marx: le sujet automate. Tous les besoins humains, et les intérêts qui leurs sont liés, ne peuvent être réalisés que s’ils sont, en quelque sorte, des dégâts collatéraux à l’intérieur du mouvement du capital. La production de marchandises est devenue le mal nécessaire pour faire de l’argent, plus d’argent. Le rapport de l’humain à la nature et à la société, dans la société de production de marchandises, ne peut avoir lieu que dans le cadre du mouvement, comme fin en soi, de la valeur (capital). Mais comme la valeur fait justement abstraction de ce rapport, parce qu’elle ne connaît qu’elle-même et son “auto-accroissement”, les hommes ne sont plus que de simples exécutants du mouvement du capital. Les hommes deviennent des porteurs de fonctions, des masques d’un automatisme qui les domine. Cet automatisme n’est rien d’autre que leur propre forme de médiation sociale, folle et inconsciente.

Christian Höner 31.12.2004
Traduction : Paul Braun    krisis


 

dimanche 31 octobre 2010

Pourquoi cette étrange défaite de la grève des raffineries ?

12 questions sans réponse.
Tous les amis qui ont visité dernièrement une raffinerie bloquée ont rencontré des salariés grévistes extraordinairement motivés, fermement décidés à ne surtout pas céder au moment où ce début novembre allait enfin voir se réaliser l’assèchement complet des approvisionnements d’essence du pays, et que, techniquement, les flux d’importations étrangers par la route ne pourraient jamais y suppléer.
Tous étaient conscients qu’ils faisaient la grève « par procuration » des trois Français sur quatre qui soutiennent le mouvement sans faiblir, et que le monde entier avait les yeux fixés sur la France, peut-être le seul grand pays pouvant encore contrarier l’offensive planétaire de la finance déchaînée contre les conquêtes sociales de l’après-guerre et de l’humanisme ouvrier.
Tous savaient que si seulement les trois millions de manifestants motivés versaient chaque mois dans les caisses de solidarité des raffineries une somme comprise entre 2 et 100 euros, mettons d’une moyenne de 20 euros, cela faisait immédiatement 60 millions, de quoi verser 1500 euros nets à 40 000 grévistes, et cela pendant le temps qu’il faudrait pour faire céder le gouvernement et que d’autres secteurs prennent le relais après les vacances scolaires.
D’autre part, même la presse patronale avait remarqué que cette grève des raffineurs n’était pas perdable, car « le secteur bénéficie ensuite d’un effet de levier extraordinaire parce que le lancement d’un mouvement de grève ne nécessite pas un grand nombre de salariés. Organisées en 3×8, les équipes chargées d’opérer les installations en salle de contrôle sont très réduites. Pour un site de 1.200 salariés comme la raffinerie Total de Gonfreville (Seine-Maritime), une équipe de quart représente moins d’une centaine de personnes. Si la majorité d’entre eux se met en grève, le site sera contraint de s’arrêter. » (Emmanuel Grasland, « Pourquoi les raffineries sont à la pointe de la contestation », Les Échos, 18 octobre 2010).
1 - Alors pourquoi ce revirement subit des douze raffineries en seulement quarante-huit heures ?
2 - De quels chantages ou intimidations ces valeureux grévistes ont-il fait l’objet ?
3 - Quel a été le rôle du ministre désigné par Sarkozy pour gérer la crise des raffineries à la place du titulaire Borloo, cet Hortefeux dédié aux basses œuvres policières du régime ?
4 - De quelles informations, de quel tableau de bord secret, ce ministre vichyssois aura-t-il bénéficié, et dont aura été privée l’opinion publique ?
5 - Pourquoi les fédérations des industries chimiques CGT, CFDT et autres n’ont pas instauré un dispositif coordonné, transparent, lisible, facilité, pour dynamiser la collecte nationale des fonds de solidarité aux raffineurs, dispositif qui aurait pu servir pour d’autres grèves et résistances sociales ?
6 - Quels jours de grève seront finalement payés et comment vont-être distribués les fonds recueillis ?
7 - Pourquoi les intersyndicales n’ont pas expliqué les vrais motifs d’avoir incité soudainement à voter la reprise du travail, sans avoir au moins envisagé une suspension jusqu’à la rentrée scolaire et universitaire ?
8 - Pourquoi la plupart des sites internet de grève n’ont plus été réactualisés depuis 48 heures, et ne diffusent toujours pas de communiqués expliquant les motifs de la reprise de travail ?
9 - Pourquoi les sites internet de l’Union nationale des industries chimiques CGT et même de la confédération CGT ( exact, vérifié ) ont-ils été inaccessibles ce dimanche matin 31 octobre et depuis samedi ?
10 - Pourquoi les 220 agents des terminaux pétroliers du port de Marseille ont déverrouillé vendredi leur grève qui bloquait 78 navires et quatre péniches, c’est-à-dire l’approvisionnement pétrolier de la plus grande partie de la France ?
11 - Pourquoi la CGT du port marseillais « n’a livré aucun détail sur le contenu des dernières négociations ? » et que « la direction du port n’a pas non plus voulu dire ce qui avait permis de sortir de l’impasse » ? (Luc Leroux, « La CGT met fin au blocus du port de Marseille », Le Monde, ce dimanche 31 octobre).
12 - Pourquoi cette étrange et soudaine défaite de la grève de la filière pétrolière, célébrée avec une joie gourmande par les médias officiels afin de faire douter le peuple de ses capacités ?
Ce sont donc ici douze questions sans réponse pour les douze raffineries de l’hexagone.
Nous ne voulons accuser personne ni mettre en cause la solidité et la sincérité de l’unité intersyndicale. À la base, elles furent et demeurent admirables.
Mais il importe maintenant que chacun prenne ses responsabilités, à tous les niveaux, des anonymes jusqu’aux porte-parole syndicaux, face à un enjeu dont chacun sera personnellement comptable devant l’Histoire : Que le président Sarkozy grand vainqueur de ce conflit puisse spéculer sur le désarroi du peuple de gauche pour marquer son avantage, avant même une réélection en 2012, afin d’achever de détruire complètement les conquêtes sociales de la Résistance et de la Libération et mêmes nos Droits et libertés démocratiques arrachés en 1789.
  rikey dimanche 31 octobre 2010 
Une Réponse: Leur France a frôlé la "catastrophe économique" alors les pressions ont Tout fait rentrer dans l'Ordre économique qui  permet de payer des retraites qui permettent de consommer la vache folle et de continuer la  ronde infernale de la Valeur capitaliste vers le néant. Tout finit provisoirement bien du point de vue capitaliste que cette lutte n'a pas permit de dépasser...   
Dans sa première partie le Maximum atteint  est la création d'AG INTERPRO, mais ces Conseils sont encore liés au salariat et ne font pas références à tous ceux-celles qui les ont rejoints et n'appartiennent déjà plus à cette sphère d'exploitation. C'est visible pour L'AG interpro Bassin Minier de Lens comme pour celle  de  la MAISON DE LA GRÈVE de RENNES. Mais attention, qu'un seul espace tenu par un Conseil échappe au contrôle de L'État et c'est sa disparition programmée. Il le sait et tentera de reprendre par la force tous les lieux qui échappent a son pouvoir.                                                       
                    

L'INTERPRO doit être dépassée.
Vive les Conseils: de quartiers, d'affinités, de base, de lutte, ou INTER tout simplement !
La suite ?  
Dès mardi 2 novembre.
Débat possible ici: http://mai68.org/spip/spip.php?article1634
Voir en ligne: Pressions 


Grandpuits 6 : La pression from mutins on Vimeo.

STAATSHILFE UND MARKTLOGIK

 Opel wird zum Modellfall einer desolaten Widerspruchsbearbeitung 

Mitten im Strudel der globalen Finanz- und Konjunkturkrise hat die marktwirtschaftliche Glaubensgemeinschaft die Pferde gewechselt. Der lange Zeit als bürokratisches Übel abqualifizierte Staat wurde überall mit gigantischen Finanzpaketen eingespannt, um den Karren des Kapitals ans rettende Ufer zu ziehen. Einerseits erkennt der kleinlaut gewordene Marktradikalismus damit an, dass der Staat schon immer ein integraler Bestandteil des gesellschaftlichen Systems ist und kein äußerlicher Störfaktor. Andererseits zeigt sich gerade deswegen, dass der Staat kein souveräner Retter sein kann, sondern selber von den inneren Widersprüchen der glorreichen Marktwirtschaft in Haft genommen wird. Die Staatsprogramme von kriegswirtschaftlichen Dimensionen haben das Problem mangelnder realer Kapitalverwertung nur vertagt und verlagert. Während die transnationale Finanzblasen-Ökonomie bis zum Crash zwei Jahrzehnte überdauerte, stoßen die nationalen Staatsfinanzen schon binnen Jahresfrist an Grenzen. 

Nach den eigenen Maßstäben der Wirtschaftswissenschaft ist die Krise nur zu bewältigen, wenn zuvor eine umfassende Marktbereinigung stattfindet. Im Klartext: Auch große Konzerne müssen über die Klinge springen, um die Überkapazitäten abzubauen und dann angeblich neu durchstarten zu können. Im Finanzsektor galt der Bankrott von Lehman Brothers aber nicht als Marktbereinigung, sondern als größter anzunehmender Unfall und als Auslöser der Krise. Deshalb wurden nicht nur die übrigen großen Banken durch staatliche Finanzspritzen über Wasser gehalten, sondern auch Industriekonzerne. Exemplarisch stehen dafür General Motors in den USA und die Tochterfirma Opel in der BRD. Nach langem Gezerre um Staatshilfen blieb Opel zwar bei GM, aber das Problem ist nicht vom Tisch. Gerade im Automobilsektor lebt der zaghafte Konjunkturfrühling fast ausschließlich von den Staatsprogrammen. Offenbar gibt es wenig Zutrauen in die autonomen Marktkräfte, wenn jetzt erneut Staatshilfen für die GM-Tochter zur Debatte stehen.

Opel wird zum Modellfall einer desolaten staatlichen Widerspruchsbearbeitung. Bund und Länder handeln sich nämlich mit einer Stütze für den immer noch auf schwachen Beinen stehenden Autobauer nach Kriterien des Marktes eine Wettbewerbsverzerrung ein. Das gilt für die ausländischen Konkurrenten ebenso wie für die anderen deutschen Autokonzerne und ihre europäischen Töchter. Dass darüber wenig zu hören ist, hat einen einfachen Grund. Wenn der europäische Absatz nach dem Auslaufen der Konjunkturprogramme einbricht, werden alle Autokonzerne bei ihren Staaten auf der Matte stehen und auf Opel bzw. GM verweisen. Es wäre das Eingeständnis, dass die vemeintliche Anschubhilfe versagt hat und vom Staat ein langfristiges Sponsoring für zentrale industrielle Bereiche verlangt wird.
Verschoben ist nicht aufgehoben. Da sich an dem zu Grunde liegenden Problem der Defizitkonjunktur durch die Verlagerung auf den Staat nichts geändert hat, steht die Marktbereinigung nach wie vor aus. Diese Konsequenz weiterhin aufhalten zu wollen, läuft angesichts der bereits überstrapazierten Staatsfinanzen auf die Quadratur des Kreises hinaus. Dabei haben sich die viel beschworenen geld- und wirtschaftspolitischen Fronten zwischen den USA und der EU ins Gegenteil verkehrt. Der ehemalige Vorreiter des Marktradikalismus subventioniert seine Wackelkandidaten hemmungslos und ist offenbar bereit, perspektivisch einen inflationären Schub in Kauf zu nehmen; vielleicht im Vertrauen darauf, dass es zum Dollar als Weltgeld keine Alternative gibt. Umgekehrt erlebt die zeitweise wieder zu Ehren gekommene europäische Staatsgläubigkeit ihr Waterloo, weil das widersprüchliche Konstrukt der Währungsunion die Krise der Staatsfinanzen zuerst in diesem Raum manifest gemacht hat. Deshalb ist eine krisenkeynesianische Flucht nach vorn wie in den USA unmöglich geworden. Zwar wird auch dort die staatsfinanzierte Dauerfütterung der Konjunktur ihr Ende finden, aber der europäische Fluchtweg verläuft schon jetzt in die entgegengesetzte Richtung.
Die Verordnung drastischer Sparprogramme für die Euro-Staaten, wie sie auch in der BRD angesteuert wird, steht natürlich in krassem Widerspruch zur Option neuerlicher Rettungspakete. Für die Regierungen tut sich eine Zwickmühle auf. Entweder sie retten alle oder keinen. Warum soll ausgerechnet Opel subventioniert werden, wenn allenthalben die Streichung von Subventionen auf der Agenda steht? Mehr noch: Der staatliche Sparkurs ebenso wie mögliche Steuererhöhungen (oder beides zusammen) sind es gerade, die umso schneller die seit 2008 staatlich gepäppelte schwache Konjunktur im gesamten Euro-Raum abzuwürgen drohen. Das wird abermals vor allem die Autoindustrie treffen, nicht zuletzt die deutschen Exporte in die EU. Es ist ein Ding der Unmöglichkeit, Opel mit Ausnahmegenehmigung zu retten und gleichzeitig dem nächsten konjunkturellen Einbruch auszuliefern. Das Schielen auf den demoskopischen Wählerwillen kann die Logik der Krise nicht aushebeln. Die berühmte Marktbereinigung wird sich auch dann durchsetzen, wenn man davon nichts mehr wissen will, weil eben kein selbsttragender Aufschwung in Sicht ist. Kapitalismus geht nicht ohne Staat, aber mit Staat allein auch nicht.

Robert Kurz



http://www.exit-online.org
erschienen in der Print-Ausgabe der Wochenzeitung „Freitag“ am 03.06.2010

La révolte des autonomes 1979



L’Institut national de l’audiovisuel demande un accord d’une chaîne pour mettre à disposition ses archives (notamment du 20 H), mais non il n’y a pas de censure en France.    

Prologue

Parmi la génération des vingt trente ans qui se revendiquent aujourd’hui de « l’autonomie » peu connaissent l’histoire du mouvement autonome qui a défrayé la chronique avant l’ère Mitterrand et qui a été très peu documenté. Tout au plus quelques grandes lignes qui constituent une sorte de « contre culture » de la révolte trop souvent assimilée au catastrophique groupuscule « Action directe ». Les « autonomes » d’aujourd’hui sont plus préoccupés par la construction réelle de leur autonomie. On en trouve beaucoup dans le monde rural, le plus souvent en réseau, s’occupant de construire leur habitat avec des matériaux naturels, de produire leur alimentation tout en essayant de trouver des énergies alternatives. Ils tentent ainsi de « se construire eux mêmes » .
L’extrême gauche est en crise. Dissolution de la « Gauche prolétarienne » maoïste et de son journal La Cause du peuple. En 1976, des assemblées générales à Jussieu réunissent des centaines de militants qui veulent poursuivre le combat, auxquels s’ajoute une nouvelle génération d’étudiants pauvres et de chômeurs. L’émergence du mouvement des radios libres, de revues comme Camarades, Matin d’un blues, l’ouverture de squats politiques créent des pôles de « recomposition du mouvement ». S’organiser pour satisfaire ses besoins quotidiens sur l’habitat, les transports, la nourriture et les loisirs entraînent autant d’ « auto-réductions », c’est-à-dire le non paiement. Pour ces personnes, les luttes urbaines se font sur le terrain social, pour soi-même et pour l’expression d’une révolte qui prend de multiples visages (comme le montre la chronologie qui suit).
L’expression politique de cette mouvance justifie son existence en expliquant que l’automatisation de la production entraîne forcément un chômage de masse qui ne pourra que s’amplifier. L’Etat devra alors redistribuer un revenu garanti à chaque individu pour qu’il puisse choisir librement ses activités. Ce revenu garanti entraînera de fait une hausse des salaires provenant du travail aliéné. Cela ne pourra advenir que par une lutte sans merci avec l’Etat. En attendant cette démocratie sociale, les autonomes prendront l’argent là où il se trouve : dans les banques. Toutes les actions qu’ils médiatisent en utilisant le plus souvent la violence sont faîtes pour donner des orientations afin que quiconque s’y reconnaissant crée son groupe autonome selon ses affinités. 

Il y aura donc un mouvement organisé et un mouvement diffus.

Une enquête réalisée en octobre 1979 par la revue Les dossiers de l’étudiant (cité par Laurent Greilsamer dans « Les autonomes de l’An III », Le Monde du 16/10/79) indique que 0,9% de la population scolarisée après le baccalauréat se déclare autonome (soit 9 778 personnes), 13,1% sympathisants (soit 136 428 personnes) 30% indifférents, 33,8% en désaccord, alors que 22,3% ignorent tout de ce qu’ils représentent. 24,5% des étudiants estiment qu’il est normal de « piquer de la nourriture dans un grand magasin », 8% de « braquer une banque » 28,8% de ne pas payer ses impôts, 64,1% de refuser de faire son service militaire et enfin 6,7% qu’il est « normal » de casser une vitrine.

Note d’intention du réalisateur

J’ai côtoyé le mouvement autonome parisien, notamment en participant au « Collectif de défense militante » qui s’occupait de la défense des autonomes emprisonnés, j’ai ensuite collaboré au magazine Gueule (ex La Gueule Ouverte). Il s’agit de faire un documentaire historique se servant du principe de la chronologie, en sollicitant l’INA pour les archives télévisuelles et les agences de presse pour les photos.

Steal this book

Now that Semiotext(e) -- after thirty years of ignoring Guy Debord and the other members of the Situationist International in favor of such ex-Maoist "post-structuralists" and "post-modernists" as Jean Baudrillard and Michel Foucault -- has published its translation of volume I (June 1957-August 1960) of Guy Debord's letters, I know you fuckers are expecting me -- the guy who has been translating and uploading these letters to the Internet for free for the last four years -- to write one of my patented, very detailed and thoroughly devastating 5,000 word critiques. But frankly I can't be bothered. And so y'all are going to have to content yourselves with the following list, presented en vrac:
1) the entire volume is presented exactly as it was in the original French, which means this volume says that it is the first of six such volumes, when in fact seven were necessary;
2) the translators have reproduced all of Alice/Fayard's footnotes, but have added none of their own; untranslated texts that are referred to by Debord have been left untranslated; the book also does not include an index or a list of "Who's Who"; as a result, the people, publications and events described can be unnecessarily difficult to follow;
3) the back cover claims that these letters are "published here for the first time in English," as if what appears on the Internet is not "published" and therefore isn't real and/or doesn't exist;
4) the back cover insists that the Situationist International was a "cultural" avant-garde, a "cultural movement" with a "cultural mission," and completely ignores and thereby falsifies its political character -- and this at a time when Guy Debord continues to inspire and be cited by political revolutionaries in France and Greece, who would not recognize themselves in, nor would they settle for, what Semiotext(e) calls "a complete transformation of personal life within the Society of the Spectacle" (emphasis added);
5) After waiting to see how well this book sells -- McKenzie Wark's preface suggests that it will be marketed to "today's individualist sensibility," "to an ear trained by the Cold War to protect its precious individualism," "the individualist sensibility of what Debord will call 'bourgeois civilization,' " and (worst of all) "the contemporary reader" -- Semiotext(e) is going to try to convince Alice/Fayard that publishing translations of all seven volumes in their entirety isn't commercially viable, and that, after 1969, "superfluous" letters will need to be edited out,[1] thus placing the full weight of the series on the first two or three volumes, which of course will be complete;
6) The overall effect of this operation will be just like Tom McDonough's Guy Debord and the Situationist International: Texts and Documents, which emphasized the early "artistic" SI at the expense of the later "political" SI, but much worse because Debord's entire life will be reduced to what he did between 1957 and 1967, and the English-speaking world will once be deprived of the opportunity to learn about the explicitly political work Debord did in Portugal in 1974 and 1975, Italy in 1975 and 1976, Spain in 1980 and France in 1986 and 1987;
7) Of course, Guy Debord himself would have hated such a weighting, which not only concerns the SI, but his whole life. He would have been familiar with it from Greil Marcus' Lipstick Traces (1989) and the various exhibitions of "situationist" art works held at the Pompidou Center and the Institute for Contemporary Arts that same year. And, even worse for Semiotext(e), Debord diagnosed the motivations behind such weightings in his letter to Pascal Dumontier dated 24 October 1989:
"This exhibition wanted to evoke the origins of the SI by refusing and hiding its destiny. 'Becoming is the truth of being.' This phrase by Hegel can be applied, even better than elsewhere, to revolutionary efforts (and often to their detriment, of course). The museographs have thus assembled the 'artistic victims' sacrificed by the SI, who -- except for [Asger] Jorn, who was not a victim, but one of the lucid protagonists -- wouldn't ever be gathered together in a museum if they had not once upon a time had such important and bad associations. Which are only important and bad thanks precisely to May 68."
I believe that this is why McKenzie Wark's preface is preoccupied with the theme of exclusion, which is mentioned and discussed a total of eight times in the course of a 22-page-long text: he knows full well that, had Debord been alive, he would have tried to prevent and, failing that, would have publicly denounced, such blatantly reactionary moves as those made by Fayard and Semiotext(e);
8) Just like the yellow journalism of Stewart Home, Andy Merrifield, Andrew Hussey, and Nathan Heller, McKenzie Wark's preface to this volume is hostile and suspicious, presenting Debord as if he were a career-minded, manipulative Communist-Party-style apparatchik. Does Semiotext(e) seriously think "the contemporary reader" is going to be interested in and want to buy a book by such a caricature?
9) Wark's preface (which we suspect was actually written by Sylvere Lotringer)[2] mentions none of the considerable controversy that, from start to finish (1999 to 2008) surrounds the publication of this series of volumes: a) the fact that in 1999 Alice/Fayard suppressed a book by Debord's former historian and friend Jean-Francois Martos, who actually produced a real volume of correspondence in which two people exchange letters; b) the fact that Michele Bernstein refused to allow any of Guy's letters to her to be printed, which completely undermined the integrity and legitimacy of the entire project, given the unique importance of this woman to Debord's life, politics and thought; c) the fact that none of the letters addressed to Alice herself, Jacqueline de Jong or Michele Mochot-Brehat are included, either; d) the fact that Debord's former friend and physician Michel Bounan condemned Alice in 2000 because Fayard is merely the publishing arm of a huge corporation that makes and distributes military weapons; and e) the fact that, in 2006 and 2007, Debord's former friend and collaborator Jean-Pierre Baudet -- as a protest against all of the above, but especially the fact that Alice/Fayard's "Correspondence" is not a correspondence precisely because none of the letters addressed to Debord are included -- insisted that none of the letters Guy addressed to him be included in Volumes 6 and 7, and that his name be replaced by an "X" in those instances when he is referred to;
10) the entire book is thus both an Orwellian suppression of these relevant and important historical events, and an implicit validation and approval of the similar suppressions that preceded it and made it possible.

Bill Not Bored
22 January 2009

[1] Email correspondence with Semiotext(e)'s Hedi El Kholti, 20 January 2009.
[2] In an email sent 22 january 2009, Wark maintained that he is the one who wrote it. Tant pis.

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